Posts Tagged 'whisky'

insônia parte II

pois é, cá estou novamente, agora às 5:41h escrevendo besteiras. desisti de dormir, segue a vida, mais um pacote de trakinas mais recheio e meu velho copão de coca-cola, desta vez sem whisky.

trabalhar virado é costume, sem bebida, hmm… terei vantagem nesse quesito daqui a pouco, rs! (brincadeira, ainda não freqüento as reuniões do A.A., ainda…)

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o cupido, as mulheres e o dia dos namorados

cupido

cupido

dizem que o cupido anda a solta no dia dos namorados enquanto as mulheres a caça. o desespero de algumas pra laçar alguém chega a ser cômico. umas fazem mandingas, outras apelam para o Santo Antônio e as mais determinadas se juntam as amigas e vão para bares, baladas, festas e afins.

o dia 12 pra mim foi bem atípico, pois o passei inteiro trabalhando num evento no Maksoud Plaza. um congresso médico com um cliente (hmm… médicas). acredito ter me apaixonado duas vezes nesse dia por mulheres diferentes. não aquelas paixões bobinhas e meigas e sim daquelas que a cabeça de baixo é nosso melhor conselheiro, rs. não sou o tipo do cara que morre de amores, mas me apaixono pelo menos uma vez ao dia.

a primeira foi logo ao entrar no Maksoud, sentei numa das poltronas do lounge e comecei a ler meu livro. pouco depois, entra uma linda mulher (por volta dos trinta anos, estatura mediana, magrinha, porém gostosa, cabelos negros e compridos, branquinha, olhos castanho mel e um belo sorriso) e senta exatamente no sofá a minha frente e começa a ler também. entre um parágrafo e outro rolavam alguns olhares, aquela paquera básica e resolvi me apresentar. fui até ela, me apresentei e sentei ao seu lado. perguntei sobre o livro que ela estava lendo e tivemos uma boa conversa (além de tudo, inteligente). trocamos cartões e ficamos de marcar um encontro num dia desses.

a segunda conheci no fim da tarde, por volta das cinco, quando dei um pulinho na FNAC da Av. Paulista que fica um quarteirão a frente. perambulei um pouco, comprei um livro da Hilda Hilst (entrou para a lista de leituras do mês que vem) e fui ao café que fica no segundo andar. lá, reparei numa pequena fila e vi que teria um show do Simoninha por lá e como só tinha casais nem me animei. sentei numa mesa de canto, pedi um cappuccino (grande) e comecei a folhear minha nova aquisição. olhando o ambiente ao redor, reparei e desde então não tirei os olhos de uma loirinha (por volta dos vinte e pouquinho, baixinha e olhos esverdeados) que digitava compulsivamente no seu notebook. levantei à surdina e cheguei ao lado dela dizendo, “com licença, o café está um pouco cheio e não tem nenhuma mesa livre (realmente não tinha, pois depois que sai de minha mesa logo sentou alguém), você se importa de eu sentar ao seu lado?”. ela com um sorriso fácil me respondeu que não e me ofereceu a cadeira ao seu lado para me sentar. ofereci um café a ela e pedi outro. conversamos um pouco sobre tudo (adoro conhecer pessoas em livrarias) e pouco depois começou o show (pra quem não conhece, a FNAC tem um palco ao lado do café). rolou aquele clima ao som de Simoninha e começamos a nos beijar.

assisti um pouco do pocket show e recebi uma ligação do Harper (amigo) me convidando para ir a um barzinho que adoro na Vila Mariana. dei uma desculpa pra menina, peguei seu telefone e fui encontrá-lo. chegando lá fiquei impressionado, tinha mais mulher solteira em bando do que ar respirável. sentamos-nos na mesa de sempre, pedimos nossa garrafa do clube do whisky, acendi um cigarro e começou o bombardeio. recebemos onze bilhetinhos ao todo, seis dele e cinco meus, além de algumas abordagens do tipo, “minha amiga ali quer te conhecer” (odeio esse tipo de abordagem, se quer me conhecer que estufe o peito e venha pessoalmente, eu gosto de atitude). tinha algumas mulheres interessantes por lá, mas não tava a fim de esticar com ninguém. minha agenda de telefones já está bem nutrida. Harper por sua vez, fazendo as honras da casa, distribuiu cartões (não sou tão cara de pau assim para distribuir meus cartões com muitas pretendentes ao redor) e saiu de lá com uma morenaça estonteante.

cheguei em casa relativamente cedo, tomei uma ducha e dormi rapidamente (excesso de whisky é sonífero, rs).


autor

R. é audacioso, provocativo e comunicativo. ávido leitor, ele é freqüentador assíduo de livrarias e também um apaixonado pelo cenário underground e cultural de São Paulo. sua paixão por livros rivaliza-se apenas a sua pelas mulheres. leia mais sobre mim.

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