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semana do trabalho

essa semana foi exclusivamente dedicada ao meu trabalho. trabalho diretamente com o varejo e semana dos namorados é uma loucura, mas loucura mesmo será amanhã quando finalmente relaxarei e fritarei na pista na pink elephant. terei uma boa história para contar.

ultimamente tenho mais lido do que escrito de fato, mas ando acompanhando todos os blogs de meus amigos e as notinhas escritas aqui.

estou numa fase meio introspectiva, mas não abandono mais ninguém por aqui, prometo! rs.

no mais, putz duas horas! preciso dormir, hahaha…

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hmm… agora sim parece um executivo de verdade!

nada como um dia após o outro e nada como sobrepor uma nota por demais sentimental com um pouco futilidade, rs.

ontem a noite não preguei o olho, a insônia anda me atacando igual formiga ao açucareiro, estou a ponto de recorrer a remédios tarja preta (alguém conhece algum bom? sabe como é né, não sou fã de levar pauladas, rs). poucas coisas me estressam mais do que rolar horas na cama e nada de dormir.

como a hora estava avançada e tinha que apresentar um projeto a um cliente hoje bem cedo, decidi por colocar a leitura em dia, comecei a ler “Sade em Sadoma” presente da fabulosa Fernanda do sexpedia. também assisti um filme do qual sou muito fã pela trigésima oitava vez, esse filme merece uma nota especial de minha parte pois sempre o assisto quando preciso daquele estímulo a mais. é uma história como muitas outras, aprendi e vejo muitas coisas de minha vida nesse filme, mas (alguém vai me matar, tenho certeza disso…) não direi o nome do dito cujo agora, o guardarei para minha futura nota.

três parágrafos de blá-blá-blá, minha nossa! estou inspirado hoje. conto a vocês, minha apresentação entrou no hall das melhores do ano. foi um script perfeito, a sincronia com minha equipe estava tinindo! meu futuro cliente ficou todo encantado. vocês já devem estar se perguntando, essa nota é sobre o que afinal?

essa frase do título me veio a cabeça quando estava comendo qualquer besteira na madruga, foi a primeira vez que me disseram que eu parecia um executivo de verdade e não tem nada a ver com atitude, cargo ou posição, lembrem-se essa nota é pura futilidade.

era meu primeiro emprego classe A (salário alto, sala própria, notebook e carro da empresa, que vidinha chata! rs). foi lá que me acostumei e adorei usar um terno. mas quem disse que um terno faz de um homem um executivo? em um lugar onde todos os homens usam terno, não passamos de manés com roupas legais.

um dia após pegar meu notebook, ganho de presente uma bela pasta de couro. coisa fina. apareço no escritório com a tal no dia seguinte e escuto a máxima de uma colega de trabalho, “hmm… agora sim parece um executivo de verdade!”. a única coisa que fiz na hora foi tirar um barato com a garota, dois dias depois a levei para jantar e o resto, é história…

agora fica a pergunta idiota que me martelou na madrugada, “uma bela pasta aparentemente faz de um mero homem, um homem de negócios?”

com tanta desgraça (bate três vezes na madeira) no mundo, minha mente se desparafusa com isso… futil não? bem, eu avisei… rs

o cupido, as mulheres e o dia dos namorados

cupido

cupido

dizem que o cupido anda a solta no dia dos namorados enquanto as mulheres a caça. o desespero de algumas pra laçar alguém chega a ser cômico. umas fazem mandingas, outras apelam para o Santo Antônio e as mais determinadas se juntam as amigas e vão para bares, baladas, festas e afins.

o dia 12 pra mim foi bem atípico, pois o passei inteiro trabalhando num evento no Maksoud Plaza. um congresso médico com um cliente (hmm… médicas). acredito ter me apaixonado duas vezes nesse dia por mulheres diferentes. não aquelas paixões bobinhas e meigas e sim daquelas que a cabeça de baixo é nosso melhor conselheiro, rs. não sou o tipo do cara que morre de amores, mas me apaixono pelo menos uma vez ao dia.

a primeira foi logo ao entrar no Maksoud, sentei numa das poltronas do lounge e comecei a ler meu livro. pouco depois, entra uma linda mulher (por volta dos trinta anos, estatura mediana, magrinha, porém gostosa, cabelos negros e compridos, branquinha, olhos castanho mel e um belo sorriso) e senta exatamente no sofá a minha frente e começa a ler também. entre um parágrafo e outro rolavam alguns olhares, aquela paquera básica e resolvi me apresentar. fui até ela, me apresentei e sentei ao seu lado. perguntei sobre o livro que ela estava lendo e tivemos uma boa conversa (além de tudo, inteligente). trocamos cartões e ficamos de marcar um encontro num dia desses.

a segunda conheci no fim da tarde, por volta das cinco, quando dei um pulinho na FNAC da Av. Paulista que fica um quarteirão a frente. perambulei um pouco, comprei um livro da Hilda Hilst (entrou para a lista de leituras do mês que vem) e fui ao café que fica no segundo andar. lá, reparei numa pequena fila e vi que teria um show do Simoninha por lá e como só tinha casais nem me animei. sentei numa mesa de canto, pedi um cappuccino (grande) e comecei a folhear minha nova aquisição. olhando o ambiente ao redor, reparei e desde então não tirei os olhos de uma loirinha (por volta dos vinte e pouquinho, baixinha e olhos esverdeados) que digitava compulsivamente no seu notebook. levantei à surdina e cheguei ao lado dela dizendo, “com licença, o café está um pouco cheio e não tem nenhuma mesa livre (realmente não tinha, pois depois que sai de minha mesa logo sentou alguém), você se importa de eu sentar ao seu lado?”. ela com um sorriso fácil me respondeu que não e me ofereceu a cadeira ao seu lado para me sentar. ofereci um café a ela e pedi outro. conversamos um pouco sobre tudo (adoro conhecer pessoas em livrarias) e pouco depois começou o show (pra quem não conhece, a FNAC tem um palco ao lado do café). rolou aquele clima ao som de Simoninha e começamos a nos beijar.

assisti um pouco do pocket show e recebi uma ligação do Harper (amigo) me convidando para ir a um barzinho que adoro na Vila Mariana. dei uma desculpa pra menina, peguei seu telefone e fui encontrá-lo. chegando lá fiquei impressionado, tinha mais mulher solteira em bando do que ar respirável. sentamos-nos na mesa de sempre, pedimos nossa garrafa do clube do whisky, acendi um cigarro e começou o bombardeio. recebemos onze bilhetinhos ao todo, seis dele e cinco meus, além de algumas abordagens do tipo, “minha amiga ali quer te conhecer” (odeio esse tipo de abordagem, se quer me conhecer que estufe o peito e venha pessoalmente, eu gosto de atitude). tinha algumas mulheres interessantes por lá, mas não tava a fim de esticar com ninguém. minha agenda de telefones já está bem nutrida. Harper por sua vez, fazendo as honras da casa, distribuiu cartões (não sou tão cara de pau assim para distribuir meus cartões com muitas pretendentes ao redor) e saiu de lá com uma morenaça estonteante.

cheguei em casa relativamente cedo, tomei uma ducha e dormi rapidamente (excesso de whisky é sonífero, rs).

sexo no ambiente de trabalho

quem já não fantasiou um cerão no escritório com aquela secretária, chefe ou colega de trabalho dando aqueles amassos sobre a escrivaninha ou sala de xerox? sacanagem da boa não?

estatisticamente falando, a maioria das pessoas conhecem seus pares amorosos no ambiente de trabalho. tudo lindo não é? nem tanto… misturar profissionalismo com sentimentalismo pode ser algo muito perigoso.

semana passada fiz um tour pelo interior para visitar alguns clientes que tenho pouco ou quase nenhum contato que não seja por telefone ou e-mail, dentre eles vou citar uma história em específico. há três meses fechei um contrato com uma pequena empresa de tecnologia, sempre mantive contato com a gerente comercial de lá, a doce S. devido ao tipo de contrato fechado, mantemos contato quase que diário para discutir as ações da empresa. entre uma conversa e outra sempre rolou confissões sobre nossas vidas pessoais, coisa que se acentuou nesse último mês.

no início de maio a doce S. me diz que se separou do marido pois foi traída (fora casada por nove anos) e devido a nossa intimidade, virei uma espécie confidente. conversamos bastante desde então, eu sempre tentando melhorar o astral dela para não deixá-la se abater, aquela coisa de sacode a poeira e dá a volta por cima.

quando defini minha agenda e disse a ela que iria visitá-la, ela ficou super feliz pois finalmente nos conheceríamos pessoalmente. chegando a empresa (sexta passada), fui recepcionado pela doce S. (branquinha, baixinha, cabelos negros e cacheados, no alto dos seus trinta e poucos anos.) durante o dia tivemos muitas reuniões, conheci melhor os processos da empresa, seus produtos e funcionários.

passada toda a maratona, ela me pergunta onde estou hospedado. digo que é num pequeno hotel no centro. ela me diz que conhece um ótimo restaurante por ali e me convida para jantar para assim podermos conversar mais informalmente. marcamos de ela me pegar no hotel às sete da noite.

no hotel, tomei um banho e li um pouco para passar o tempo. na hora combinada toca o interfone e o porteiro me informa que a doce S. está me aguardando na recepção. desci e fomos a uma cantina italiana. lá conversamos muito sobre a vida um do outro regado a boas taças de vinho (duas garrafas ao todo) e ótimas massas. fechamos a conta e na hora de irmos embora ela me diz que esqueceu seu celular no escritório. devido ao perigo da cidade, me ofereci para acompanhá-la até lá.

chegando lá, fomos a sala dela. ao pegar seu celular percebi um brilho estranho em seus olhos. ela me diz, “resgatamos meu celular, e agora?” eu digo, “como?” ela se aproxima de mim, me encosta na parece e me beija loucamente. me olha novamente e diz, “me fodi gostoso nessa sala inteirinha.” com um sorriso malicioso logo digo, “não precisava nem pedir.” a arrasto até sua mesa e jogo todos os seus papeis no chão enquanto a deito nela. levanto sua saia, afasto sua calcinha e a possuo ali mesmo. explodindo de desejo ainda a possuo no arquivo, no tapete e na porta.

em pouco menos de vinte minutos e ofegantes ela sussurra em meu ouvido, “te amo.” a olho perplexo e digo pela segunda vez nesta noite, “como?” ela repete, “te amo, não sei explicar. talvez desde o momento em que o conheci.” não acreditando no que escuto digo, “desculpa, não sei o que te dizer. você está confundindo um pouco as coisas, nunca alimentei algo como isso e o que rolou entre a gente foi apenas desejo, vontade reprimida.”

ela me olha meio atravessado e apenas diz, “vamos embora.” devido ao fato de ela não ter dito mais nada e ter me largado em frente ao escritório sozinho me fez pensar em apenas uma coisa, “fudeu e fudeu grandão.” minhas suspeitas se confirmaram hoje, recebi um e-mail dela dizendo que o nosso contrato está cancelado e que ela estará depositando a multa referente a quebra unilateral.

moral da história, trabalho e prazer apenas se você for um profissional do sexo. perdi o contrato, perdi a amiga. aprendi mais uma lição.

de volta para o futuro

esta nota não tem nenhuma analogia com o clássico filme Back to the Future de Robert Zemeckis, que aliás adoro. sempre achei a idéia de viajar no tempo magnífica. mas, estou de volta dos hotéis baratos, reuniões e estradas que não acabam mais. já estava com saudades da minha cama, mas aguentei mais um pouquinho e fui para um barzinho na vila mariana com meu amigo Harper (esta passagem merece uma nota a parte assim como algumas situações que só uma viagem pode proporcionar), enquanto isto, fiquem com uma música que não sai de minha cabeça no momento (ainda não sei o por quê).

Albert Hammond Junior. – Hard To Live In The City

tudo azul; todo mundo nu

passei esta madrugada inteira trabalhando, um design alí, uma resenha aqui, leio um e outro blog (B., Urban e K. parem de me viciar OMFG!), finalizo uma proposta. até ai normal, tudo dentro do script. a alvorada voraz dá seus primeiros sinais em minha varanda e percebo que já passa das seis, estou morto. com meio litro de café na corrente sanguínea ainda tenho muito trabalho pela frente, meu mal humor atinge seu ápice.

com medo de ter um treco por stress, decido me deitar um pouco pra relaxar. aplumo o travesseiro, ajeito minha coberta, deito, fecho os olhos, (hmmm) que quentinho, que soninho… TRIIIMMMMMMMMM!! TRIIIMMMMMMMMMMM!!!! puta quem pariu, *%¨!@¨*%@!!! quem é o corno (nada contra) que me liga às seis da madrugada?

– sim? (quem morreu?)
– monsieur R.? (tá explicado é o maldito do fuso horário, maldita frança com seus malditos queijos fedorentos e malditas safras de vinhos nacionais baratos, porque não acordo em paris, por que, por que? maldição.)
– bonjour monsieur J., comment allez-vous? (safado)
– je vais bien, merci. et tu? (sempre feliz né, sorte a sua que você não atrasou meu último pagamento)
– très bien! (e com muito sono não percebe, dá pra ligar mais tarde não?)
– nouveautés? (porque dou corda ainda?)
– oui, nous entrons dans le bleu! (opa! foi-se o sono…)
– félicitations monsieur J., gran nouvelles! (sempre soube que você é era meu melhor cliente)

chega de de papo em francês né. infelizmente o restante de nossa conversa revela quem sou e onde ganho meu pão (sem o mistério não tem graça escrever aqui). mas pra não deixá-los completamente na mão, resumirei a obra. depois de três meses de pouco sono, muito trabalho e níveis de stress alarmantes, finalmente vou ganhar alguns trocados em euro, minha conexão por lá começou a dar frutos, além de receber de presente uma bela garrafa de Château Smith Haut Lafitte (hmmm, esquece a parte do vinho nacional barato e queijo bom não fede, tem o aroma forte).

pra variar, vou comemorar (mereço pelo menos um mcdonald’s vai… alguém me acompanha?). agora pergunto, pra que dormir?

Cajamanga – Tudo Azul

segunda-feira rima com trabalho?

pelo sim e pelo não já estou a todo o vapor. ok, nem tanto. acordei a vinte minutos novamente com o telefone, um cliente quer que eu vá ao seu escritório para discutirmos seu novo projeto. me arrastando para perto do meu notebook, abro meu e-mail e de cara tenho duas mensagens novas. são dois clientes, o primeiro foi uma indicação e quer me conhecer, marquei pra amanhã; o segundo quer fechar um contrato, marquei para quarta mas terei de viajar pois ela não reside em são paulo. segunda-feira pode não rimar com trabalho mas freelancer definitivamente rima com hotel barato.


autor

R. é audacioso, provocativo e comunicativo. ávido leitor, ele é freqüentador assíduo de livrarias e também um apaixonado pelo cenário underground e cultural de São Paulo. sua paixão por livros rivaliza-se apenas a sua pelas mulheres. leia mais sobre mim.

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