Posts Tagged 'amor'

solidão a dois

juro que não ia escrever hoje. juro!

tive um dia perfeito, mesmo sem dormir ontem, mas cá me vejo escrevendo, melhor desabafando novamente. (já estava deitado em minha cama, com a luz apagada!)

até onde a dor vale a pena?
por que existe solidão em sua companhia?
por que a felicidade é tão breve e eufórica?

o que está acontecendo comigo?

isso é amor ou mais um ato de sabotagem?

agora vou dormir! definitivamente isso está ficando tedioso… relevem essa alma eternamente temporariamente tortuosa! rs.

eu queria ter uma bomba.
um flit paralisante qualquer.
pra poder te negar.
bem no último instante.

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o cappuccino, a antena gay e ela

antena na av. paulista

antena na av. paulista

quinta passada a encontrei pela primeira vez depois do que ela me disse.

essa história na verdade começa na terça da mesma semana quando recebo um telefonema por volta das dez da noite com ela elogiando meu último artigo e perguntando quando iria publicá-lo (referente a meu blog (clark kent) jornalístico, ela não tem conhecimento desse). disse que estava meio sem tempo e perguntei se ela havia me ligado apenas pra falar isso. ela sem graça disse que não e perguntou se eu teria tempo pra ouvi-la, pois ela precisava muito desabafar com alguém que confiasse. sua vida profissional e pessoal esta uma bagunça, recentemente ela perdeu alguns familiares e saiu da redação onde trabalhava. a escutei por cerca de uma hora e após ela me resumir os fatos perguntei se ela não queria conversar com mais calma e sugeri que nos víssemos numa cafeteria na Av. Paulista na quinta.

cheguei por volta das oito da noite, ela já estava sentada numa mesa me esperando. ao me ver, veio ao meu encontro e me abraçou (como ela estava linda e como senti falta daquele cheiro…). sentamos e pedi um cappuccino e ela um franccino. mais calma recomeçou a me contar a história toda e num determinado momento com lagrimas brotando de seus olhos tive vontade de pegar sua mão, abraçá-la, dar-lhe um beijo e dizer que tudo ficaria bem pois estava aqui, mas segurei a onda, ainda tenho orgulho próprio e já fui até meu limite por ela uma vez, disse apenas que tudo ficaria bem. passei a noite sentindo um friozinho na barriga além de fumar um cigarro atrás do outro. sempre tive facilidade em lidar com mulheres em todas as situações, mas com ela é diferente, sei lá, ela é a mulher com quem tive a história mais forte até hoje. alem de linda (segundo minha mãe, ela lembra a Carla Bruni), ela é extremamente inteligente.

após reconfortá-la, o papo ficou mais leve. vieram a mesa mais cafés, pães de queijo, conversas sobre nossas vidas depois que terminamos e principalmente muitas risadas. ela perguntou se eu estava namorando e disse que não, não namorei mais depois que ela enegreceu meu coração. ela não esperando ouvir isso me olhou surpresa e perguntou se era sério ou estava querendo descontar. respondi rindo, “os dois”.

no fim, uma noite que tinha tudo para ser melancólica tornou-se leve e agradável. fechamos a conta e a acompanhei alguns quarteirões pela Av. Paulista (uma amiga iria buscá-la três quarteirões à frente). ao passarmos por um prédio ela aponta para seu topo e diz, “olha que antena linda toda colorida!”. continua insistindo, “olha, olha. ela fica mudando de cor!”. eu retruco, “que antena mais gay”. ela ri e me chama de bobo.

avistamos o carro de sua amiga, nos despedimos e virei para não vê-la mais naquela noite. Segui vagando pela Av. Paulista perdido em pensamentos até acabar meu maço, chamei um taxi e fui embora.

sei que essa é uma nota com um nível alarmante de sentimentalismo, mas tudo bem. irei aprontar bastante e enterrá-la nos meus arquivos mais profundos.

Carla Bruni – L’excessive

eu já…

esse é o primeiro meme de meu blog, fui convidado (convocado) pela Urban do Eroti-cidades. o jogo consiste em listar coisas nada exemplares que já fiz na vida. vamos ao top 5.

5- eu já… trepei com duas mulheres na mesma noite (juntas na mesma cama e separadas).
4- eu já… trai a oficial com a suplente (e a suplente com uma terceira).
3- eu já… transei por pura dó (e não me arrependi).
2- eu já… aceitei dinheiro (de uma coroa gostosa) em troca de sexo.

e o meu grande feito nada exemplar…

1- eu já… amei de verdade (e fui correspondido).

sexo no ambiente de trabalho

quem já não fantasiou um cerão no escritório com aquela secretária, chefe ou colega de trabalho dando aqueles amassos sobre a escrivaninha ou sala de xerox? sacanagem da boa não?

estatisticamente falando, a maioria das pessoas conhecem seus pares amorosos no ambiente de trabalho. tudo lindo não é? nem tanto… misturar profissionalismo com sentimentalismo pode ser algo muito perigoso.

semana passada fiz um tour pelo interior para visitar alguns clientes que tenho pouco ou quase nenhum contato que não seja por telefone ou e-mail, dentre eles vou citar uma história em específico. há três meses fechei um contrato com uma pequena empresa de tecnologia, sempre mantive contato com a gerente comercial de lá, a doce S. devido ao tipo de contrato fechado, mantemos contato quase que diário para discutir as ações da empresa. entre uma conversa e outra sempre rolou confissões sobre nossas vidas pessoais, coisa que se acentuou nesse último mês.

no início de maio a doce S. me diz que se separou do marido pois foi traída (fora casada por nove anos) e devido a nossa intimidade, virei uma espécie confidente. conversamos bastante desde então, eu sempre tentando melhorar o astral dela para não deixá-la se abater, aquela coisa de sacode a poeira e dá a volta por cima.

quando defini minha agenda e disse a ela que iria visitá-la, ela ficou super feliz pois finalmente nos conheceríamos pessoalmente. chegando a empresa (sexta passada), fui recepcionado pela doce S. (branquinha, baixinha, cabelos negros e cacheados, no alto dos seus trinta e poucos anos.) durante o dia tivemos muitas reuniões, conheci melhor os processos da empresa, seus produtos e funcionários.

passada toda a maratona, ela me pergunta onde estou hospedado. digo que é num pequeno hotel no centro. ela me diz que conhece um ótimo restaurante por ali e me convida para jantar para assim podermos conversar mais informalmente. marcamos de ela me pegar no hotel às sete da noite.

no hotel, tomei um banho e li um pouco para passar o tempo. na hora combinada toca o interfone e o porteiro me informa que a doce S. está me aguardando na recepção. desci e fomos a uma cantina italiana. lá conversamos muito sobre a vida um do outro regado a boas taças de vinho (duas garrafas ao todo) e ótimas massas. fechamos a conta e na hora de irmos embora ela me diz que esqueceu seu celular no escritório. devido ao perigo da cidade, me ofereci para acompanhá-la até lá.

chegando lá, fomos a sala dela. ao pegar seu celular percebi um brilho estranho em seus olhos. ela me diz, “resgatamos meu celular, e agora?” eu digo, “como?” ela se aproxima de mim, me encosta na parece e me beija loucamente. me olha novamente e diz, “me fodi gostoso nessa sala inteirinha.” com um sorriso malicioso logo digo, “não precisava nem pedir.” a arrasto até sua mesa e jogo todos os seus papeis no chão enquanto a deito nela. levanto sua saia, afasto sua calcinha e a possuo ali mesmo. explodindo de desejo ainda a possuo no arquivo, no tapete e na porta.

em pouco menos de vinte minutos e ofegantes ela sussurra em meu ouvido, “te amo.” a olho perplexo e digo pela segunda vez nesta noite, “como?” ela repete, “te amo, não sei explicar. talvez desde o momento em que o conheci.” não acreditando no que escuto digo, “desculpa, não sei o que te dizer. você está confundindo um pouco as coisas, nunca alimentei algo como isso e o que rolou entre a gente foi apenas desejo, vontade reprimida.”

ela me olha meio atravessado e apenas diz, “vamos embora.” devido ao fato de ela não ter dito mais nada e ter me largado em frente ao escritório sozinho me fez pensar em apenas uma coisa, “fudeu e fudeu grandão.” minhas suspeitas se confirmaram hoje, recebi um e-mail dela dizendo que o nosso contrato está cancelado e que ela estará depositando a multa referente a quebra unilateral.

moral da história, trabalho e prazer apenas se você for um profissional do sexo. perdi o contrato, perdi a amiga. aprendi mais uma lição.

silêncio

três semanas e nenhuma palavra. odeio silêncio prolongado, mais ainda continuar a gostar dela…

todo fim é um novo começo?

eu não te amo mais.

está foi sua última frase. verdade ou não, ler isto me causou uma das piores sensações do mundo, e ainda causa.


autor

R. é audacioso, provocativo e comunicativo. ávido leitor, ele é freqüentador assíduo de livrarias e também um apaixonado pelo cenário underground e cultural de São Paulo. sua paixão por livros rivaliza-se apenas a sua pelas mulheres. leia mais sobre mim.

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