Archive for the 'viagens' Category

sexo no ambiente de trabalho

quem já não fantasiou um cerão no escritório com aquela secretária, chefe ou colega de trabalho dando aqueles amassos sobre a escrivaninha ou sala de xerox? sacanagem da boa não?

estatisticamente falando, a maioria das pessoas conhecem seus pares amorosos no ambiente de trabalho. tudo lindo não é? nem tanto… misturar profissionalismo com sentimentalismo pode ser algo muito perigoso.

semana passada fiz um tour pelo interior para visitar alguns clientes que tenho pouco ou quase nenhum contato que não seja por telefone ou e-mail, dentre eles vou citar uma história em específico. há três meses fechei um contrato com uma pequena empresa de tecnologia, sempre mantive contato com a gerente comercial de lá, a doce S. devido ao tipo de contrato fechado, mantemos contato quase que diário para discutir as ações da empresa. entre uma conversa e outra sempre rolou confissões sobre nossas vidas pessoais, coisa que se acentuou nesse último mês.

no início de maio a doce S. me diz que se separou do marido pois foi traída (fora casada por nove anos) e devido a nossa intimidade, virei uma espécie confidente. conversamos bastante desde então, eu sempre tentando melhorar o astral dela para não deixá-la se abater, aquela coisa de sacode a poeira e dá a volta por cima.

quando defini minha agenda e disse a ela que iria visitá-la, ela ficou super feliz pois finalmente nos conheceríamos pessoalmente. chegando a empresa (sexta passada), fui recepcionado pela doce S. (branquinha, baixinha, cabelos negros e cacheados, no alto dos seus trinta e poucos anos.) durante o dia tivemos muitas reuniões, conheci melhor os processos da empresa, seus produtos e funcionários.

passada toda a maratona, ela me pergunta onde estou hospedado. digo que é num pequeno hotel no centro. ela me diz que conhece um ótimo restaurante por ali e me convida para jantar para assim podermos conversar mais informalmente. marcamos de ela me pegar no hotel às sete da noite.

no hotel, tomei um banho e li um pouco para passar o tempo. na hora combinada toca o interfone e o porteiro me informa que a doce S. está me aguardando na recepção. desci e fomos a uma cantina italiana. lá conversamos muito sobre a vida um do outro regado a boas taças de vinho (duas garrafas ao todo) e ótimas massas. fechamos a conta e na hora de irmos embora ela me diz que esqueceu seu celular no escritório. devido ao perigo da cidade, me ofereci para acompanhá-la até lá.

chegando lá, fomos a sala dela. ao pegar seu celular percebi um brilho estranho em seus olhos. ela me diz, “resgatamos meu celular, e agora?” eu digo, “como?” ela se aproxima de mim, me encosta na parece e me beija loucamente. me olha novamente e diz, “me fodi gostoso nessa sala inteirinha.” com um sorriso malicioso logo digo, “não precisava nem pedir.” a arrasto até sua mesa e jogo todos os seus papeis no chão enquanto a deito nela. levanto sua saia, afasto sua calcinha e a possuo ali mesmo. explodindo de desejo ainda a possuo no arquivo, no tapete e na porta.

em pouco menos de vinte minutos e ofegantes ela sussurra em meu ouvido, “te amo.” a olho perplexo e digo pela segunda vez nesta noite, “como?” ela repete, “te amo, não sei explicar. talvez desde o momento em que o conheci.” não acreditando no que escuto digo, “desculpa, não sei o que te dizer. você está confundindo um pouco as coisas, nunca alimentei algo como isso e o que rolou entre a gente foi apenas desejo, vontade reprimida.”

ela me olha meio atravessado e apenas diz, “vamos embora.” devido ao fato de ela não ter dito mais nada e ter me largado em frente ao escritório sozinho me fez pensar em apenas uma coisa, “fudeu e fudeu grandão.” minhas suspeitas se confirmaram hoje, recebi um e-mail dela dizendo que o nosso contrato está cancelado e que ela estará depositando a multa referente a quebra unilateral.

moral da história, trabalho e prazer apenas se você for um profissional do sexo. perdi o contrato, perdi a amiga. aprendi mais uma lição.

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de volta para o futuro

esta nota não tem nenhuma analogia com o clássico filme Back to the Future de Robert Zemeckis, que aliás adoro. sempre achei a idéia de viajar no tempo magnífica. mas, estou de volta dos hotéis baratos, reuniões e estradas que não acabam mais. já estava com saudades da minha cama, mas aguentei mais um pouquinho e fui para um barzinho na vila mariana com meu amigo Harper (esta passagem merece uma nota a parte assim como algumas situações que só uma viagem pode proporcionar), enquanto isto, fiquem com uma música que não sai de minha cabeça no momento (ainda não sei o por quê).

Albert Hammond Junior. – Hard To Live In The City

de malas prontas

estou saindo de casa neste exato momento cheio de malas a caminho da rodoviária. irei visitar alguns clientes no interior de São Paulo. hotéis baratos, bares e pessoas desconhecidas, hmmm, conheço bem essa combinação… até sábado!

update! – viagem adiada para depois do almoço. (ainda bem porque aparecer no escritório do cliente com cara de quem não dormiu é foda, falando nisso, que vontade de tirar um cochilo…)


autor

R. é audacioso, provocativo e comunicativo. ávido leitor, ele é freqüentador assíduo de livrarias e também um apaixonado pelo cenário underground e cultural de São Paulo. sua paixão por livros rivaliza-se apenas a sua pelas mulheres. leia mais sobre mim.

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