Archive for the 'trilha sonora' Category

solidão a dois

juro que não ia escrever hoje. juro!

tive um dia perfeito, mesmo sem dormir ontem, mas cá me vejo escrevendo, melhor desabafando novamente. (já estava deitado em minha cama, com a luz apagada!)

até onde a dor vale a pena?
por que existe solidão em sua companhia?
por que a felicidade é tão breve e eufórica?

o que está acontecendo comigo?

isso é amor ou mais um ato de sabotagem?

agora vou dormir! definitivamente isso está ficando tedioso… relevem essa alma eternamente temporariamente tortuosa! rs.

eu queria ter uma bomba.
um flit paralisante qualquer.
pra poder te negar.
bem no último instante.

todo começo é um novo fim?

estava lendo minha primeira nota e pensando na razão de ter criado esse lugar.

li também o artigo da Srta. Ka, no seu blog INCOMPLETUDES, chamado por uma vida menos ordinária… e me fez bater na mesma tecla mais uma vez.

eu não te amo mais.

hoje soa tão banal, tão sentimental. ao reaver essa frase, ela mexeu comigo mais uma vez.

parece outra vida, mais um fragmento do que eu sou. mas o que é a vida senão pequenos fragmentos bons e ruins? talvez mais ruins do que bons dependendo de sua perspectiva.

li o texto da Srta. Ka três vezes até o presente momento e a cada vez que o releio tenho uma impressão diferente do mesmo, mais ordinária ou extraordinária mais uma vez dependendo de sua perspectiva.

mas qual a diferença entre o ordinário e o extraordinário?

li um artigo a cinco anos com este título e ele me acompanha até hoje. segue abaixo na integra:

é simples.

o extra.

o tempo EXTRA que alguém dedica a alguma coisa e o outro não. o conhecimento EXTRA que alguém busca e o outro não. o sentimento EXTRA que alguém sente e o outro não. o dinheiro EXTRA que alguém economiza e o outro não. o valor EXTRA que alguém dá a alguma coisa e o outro não.

ele foi escrito pelo Ricardo da BIZREVOLUTION.

na minha concepção, os três artigos estão no meu âmago e fazer o que? ouvir o vento passar, assistir à onda bater, mas o estrago que faz a vida é curta pra ver… eu pensei.. que quando eu morrer, vou acordar para o tempo e para o tempo parar: um século, um mês, três vidas e mais um passo pra trás? por que será? …vou pensar.

los hermanos sempre teve um lugar reservado em todas as minhas listas, sempre gostei, continuo gostando, se continuarei? deixarei para o amanhã responder por mim.

enfim,

– por uma vida menos ordinária?
– todo começo é um novo fim?
– a diferença entre o ordinário e o extraordinário?

boas perguntas nos levam a novos patamares, boas respostas nos deixam exatamente onde estamos, não?

tem certeza de que você não é gay mesmo?

tem certeza de que você não é gay mesmo?

tem certeza de que você não é gay mesmo?

são duas da manhã, duas pessoas se encontram conversando em um canto no jardim de inverno de uma bela e bem planejada casa em um dos bairros mais nobres da cidade.

– como se chama?
– me chamo R. e você?
– Ulisses, muito prazer.
– igualmente.

na sala de estar, improvisada como pista de dança, Duffy esbanja sua melancolia a uma platéia de intelectuais, alternativos, gays e drogados.

– o que você faz?
– sou designer e você?
– sou ator de teatro.
– legal, está com alguma peça em cartaz?
– não, mas recebi um texto para montar uma peça em novembro…

um novato e um completo desconhecido recebem o bilhete dourado para embarcar neste bizarro e louco mundo a apenas duas horas e meia.

– você é muito lindo sabia?
– obrigado.
– adoro seus olhos azuis, eles brilham na noite…
– obrigado.
– estou morrendo de vontade de te beijar…

(ele avança, viro o rosto e ele beija minha maça esquerda)

a noite é fria, mas não faltam bebidas de todos os tipos e gostos para aquecer e enlouquecer a multidão polvorosa. a dupla, como de costume, ataca apenas os whiskys de boa qualidade.

– me desculpe, mas eu gosto apenas de mulheres.
– é uma pena, na verdade, um desperdício.

(esboço um sorriso compreensivo)

– você me deixa maluco, tem certeza de que você não é gay mesmo?

(ele avança novamente, viro o rosto e recebo um beijo na outra maça)

– sim, tenho certeza.

(olho para meu amigo, ele compreende o sinal e interrompe nossa conversa)

– foi um prazer te conhecer.
– você pode me dar seu telefone?
– fique com meu cartão.

em quase todas os lugares em que vou alguém me pergunta se sou gay. acredito que seja uma pergunta comum, mas a partir do momento em que alguém te pergunta se você tem certeza de que não é gay mesmo, muda o cenário. é o tipo de pergunta, vou além, provocação que não tem volta. é sua confirmação, seu sim ou seu não definitivo.

sempre soube o que era, agora não restam dúvidas. sou hetero, sempre fui e sempre serei.

Mercy – Duffy

(continua…)

sua, minha, nossa… vida.

às vezes, quando se é jovem, você acha que nada pode te machucar.
é como ser invencível. sua vida toda está a sua frente e você tem grandes planos.

grandes planos.

achar seu par perfeito. aquele que te completa.
mas conforme vai envelhecendo, percebe que nem sempre é tão fácil assim.

só no fim da vida percebe que os planos que fez são só planos. pois no final, quando olha para trás ao invés de para frente, que você quer acreditar que fez o máximo com o que a vida te deu.

quer acreditar que está deixando algo de bom para trás.
você quer que tudo tenha sido importante.

 

quantas pessoas especiais mudam?
quantas vidas estão vivendo estranhamente?
aonde estava você enquanto estávamos ficando doidões?

Champagne Supernova – Oasis

o que te relaxa?

limites?

limites?

SEXO!

ok, essa era fácil (na maioria dos casos pelo menos, rs). mudarei a pergunta:

o que te relaxa, fora o sexo?

a leitura anda me deixando inquieto ultimamente, talvez pelo conteúdo, talvez pelo que se passa em minha mente. continuo lendo compulsivamente, coisa de cem a duzentas páginas por dia. deixei a literatura em geral estacionada este mês, por isso a lista do que ando lendo não é atualizada. não quero postar livros técnicos ali.

em contrapartida, descobri o que me relaxa no momento.

DESENHAR!

passo metade de meu dia com um lápis na mão rabiscando tudo o que vejo, penso, imagino e sinto.

o desenho tosco ai de cima é meu. tosco porque é tosco, não porque é meu, se bem que sendo meu, tosco é. simples não?

porque um balão?

tenho uma relação especial com balões, direi a vocês o significado destas engenhocas pra mim:

existe limite para essa questão do melhorar sempre?

NÃO, NÃO EXISTE!!!

todo mundo tem que se REINVENTAR até o seu último suspiro. todo mundo tem que buscar ser MELHOR do que ontem TODOS OS DIAS.

a Imagem do balão acima das nuvens significa pra mim EXATAMENTE isso. você acima de tudo, sozinho, na busca da reinvenção, da quebra de paradigmas, SEMPRE, TODOS OS DIAS.

o céu não é o limite! não existe limites.

(palavras do Ricardo Jordão que adotei como minhas desde que as li).

a (belas artes pernas) K. do Incompletudes escreveu em seu blog uma parte da primeira conversa que tivemos. para não ficarmos no passa-repassa (hmm… mais jogos?) escreverei sobre outra parte da conversa que me despertou atenção.

ela me perguntou o que realmente me motiva, aquilo que escondemos sob o travesseiro e não mostramos a ninguém.

não é uma pergunta simples, mas também nada complicado. o que me chamou a atenção, foi que ela foi a primeira pessoa que me perguntou isso na lata na minha vida.

e como nunca havia respondido a essa pergunta, nunca havia me perguntado verdadeiramente sobre ela.

a resposta, eu não direi a vocês, como foi dito, é o tipo de coisa que guardamos sob o travesseiro, neste caso, no meu travesseiro e no da K. (hmm… na mesma cama então?) (mais jogos? rs), pois como ela foi a única a me perguntar, é a única a ter o direito de resposta (não, isso não é monogamia, rs).

a trilha sonora de hoje fica por conta do Sex Pistols, afinal é o que ando escutando sem parar enquanto desenho, desenho e desenho.

Anarchy in the UK – Sex Pistols
(em péssima qualidade e ao vivo, no melhor estilo da banda) 

moralidade

John F. Kennedy disse que a coragem da vida é uma magnífica mistura de triunfo e tragédia. um homem faz o que precisa, sem pensar nas conseqüências, sem pensar nos obstáculos e estragos e na pressão, e essa é a base de toda moralidade. Friedrich Nietzsche segue a mesma linha de pensamento.

acredito que um homem só é honesto consigo mesmo e com todos ao seu redor quando atinge a plenitude em todos os seus atos. ultimamente tenho feito muitas besteiras, na verdade uma atrás da outra. sabe, por toda minha vida, sempre fiz de tudo para agradar aos outros, mesmo que me fosse prejudicial. sempre foi assim com amigos, família, mulheres, contatos profissionais.

desde sempre fui taxado como bom no que faço, sempre disseram que era talentoso, diferenciado e que teria um grande futuro pela frente. a pressão e expectativa que sempre existiu em torno de mim sempre me sufocou, dai nasceu minha necessidade de agradar a tudo e a todos, mas isso nunca me fez feliz realmente. até hoje busco meu limite, meu ápice e o que consegui não passou de uma perseguição infinita a minha sombra grande sombra.

quando comecei esse blog, minha primeira descrição citava que estava partindo, iria viajar por ai e apagar minha trilha na poeira. decisão fácil não? começar do zero, sem nenhuma sombra pra perseguir.

não farei mais isto, vou ficar aqui. me dedicarei ao meu curso de francês que recomeça agora em agosto, melhorarei meu inglês para que ele seja realmente fluente, voltei a recapitular algumas matérias básicas para voltar a estudar, farei a faculdade que sempre sonhei. tudo porque gosto, porque é o que quero pra mim.

também não lutarei mais pelo o que os outros vêem para mim e minha vida. a partir de hoje, tomarei decisões pensando em mim e no que acho ser melhor pra mim. não competirei mais para ser melhor do que os outros, competirei para ser melhor do que eu mesmo ontem. darei o máximo de eu pra eu mesmo e farei o que for possível pelos outros.

moralidade pra mim é isto, dar o máximo de você sempre.
o que é moralidade pra você?

ps – uma citação me fez repensar em quase toda a minha vida e de tabela, escrever um bocado. ando falando muito sobre o cara que quero ser, está na hora de apenas sê-lo. pode deixar que os manterei informados.

você está pensando sobre o que no mundo?
rir na cara do amor
o que você está tentando fazer na terra?
é até você, é você

Instant Karma – John Lennon

mas muito pra mim é tão pouco, e pouco é um pouco demais…

esse remédio para insônia é tiro e queda. al�vio imediato!

esse remédio para insônia é tiro e queda. alívio imediato!

deita, rola, enrola, levanta.
faz um chá, fuma um cigarro, deita.
vira, mexe, remexe, assiste uma série qualquer, deita.
respira, levanta, pega o notebook, escreve.

prefiro a noite, o sexo é melhor, o trabalho rende mais, terceiras intenções estão a solta por todos os lados, não tem sol nem barulho, mas existe um porém, a insônia. ela me deixa maluco quando apenas desejo dormir.

meu ritmo de vida anda em descompassado, nunca fumei e bebi tanto, me alimentei mal e fiquei sem me exercitar (sexo não conta) como agora. a insônia tornou-se rainha de minha vida.

vamos aos números:

  • 22 dias.
  • 18 noites de insônia.
  • 5 refeições (pães, salgados, doces, miojo e pastel não conta).
  • 15 mulheres.
  • 375 momentos estressantes (conta precisamente arredondada).
  • 7 bons momentos.

não sei muito de astrologia, mas a balança deste libriano está lastimável. sinto vergonha do tão pouco que li neste mês, mas cadê a concentração?

findado os lamentos, amanhã tenho um encontro.

vamos a livraria, não me culpem, foi sugestão dela, juro! rs. passaremos o fim de tarde, lendo, rindo, conversando, quem sabe um filminho? nada mal… ainda tem o café, seguirei experimentando todos os nespressos até escolher meu preferido.

às vezes me esqueço do caco que estou, nós homens precisamos de muito pouco para sermos felizes, definitivamente! rs.

Muito Pouco – Maria Rita


autor

R. é audacioso, provocativo e comunicativo. ávido leitor, ele é freqüentador assíduo de livrarias e também um apaixonado pelo cenário underground e cultural de São Paulo. sua paixão por livros rivaliza-se apenas a sua pelas mulheres. leia mais sobre mim.

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