Archive for the 'sexo' Category

o reencontro, a meretriz e o mimo

casa de meretrizes

casa de meretrizes

sexta passada reencontrei um amigo que não via há um ano. somos amigos a mais de dez anos e após uma briga feia por motivos hoje considerados fúteis rompemos nossa amizade. confesso que senti uma baita falta da amizade de D. e sempre o considerei meu melhor amigo. sou um cara muito orgulhoso e não dei o braço a torcer assim como ele. acredito que a amizade funciona mais ou menos como um namoro. excesso de convivência desgasta e cria pequenos conflitos ao longo do tempo e uma hora, a bolha explodi.

fomos a um bar que conhecemos de longa data, o freqüentamos desde a época em que começamos a sair juntos quando tínhamos nossos dezesseis anos. cheguei meia hora atrasado e ele já estava numa mesa bebendo. demos um abraço tímido, pedi um drink e começamos a conversar. cinco minutos depois nem parecia que havíamos brigado, estávamos rindo muito e colocando toda a conversa em dia.

como estávamos afiados decidimos fazer o que sempre fizemos de melhor juntos, paquerar as mulheres ao nosso redor. temos um pequeno ritual, tiramos no palito para ver quem vai à outra mesa se apresentar e abrir terreno para o parceiro. o sorteado por sua vez, pode escolher a mesa e a garota que bem entender. nessa noite o sorteado foi o D., ele escolheu uma mesa com uma loira e uma ruiva e me avisou que a loira era dele. três tragadas de cigarro, ele me chama com um aceno, pego meu copo, pertences e me junto à festa.

a ruiva era meio cavalona, mas bonita enquanto a loira era baixinha, porém bem gostosa. elas não faziam muito meu tipo, mas como o direito de escolha era de D., não tinha muito o que argumentar. livre de qualquer vontade resolvi apenas tirar um barato. pedimos uma pizza e mandamos ver nas bebidas. as horas voaram e nem me dei conta, uma coisa não posso negar, as duas eram extremamente simpáticas. D. perguntou as duas se elas não queriam ir ao apartamento dele para fazermos uma pequena festinha (confesso que foi um convite nada sutil, mas como não queria nada demais com nenhuma delas, fiz coro). as duas entreolharam-se e meio sem graça recusaram. com nada mais para render, pedimos a conta e fomos embora.

como ainda era cedo e era uma noite para se comemorar, discutíamos para qual bar iríamos até que D. me propôs uma visita a uma “casa de damas” perto dali. lancei-lhe um olhar meio irônico e disse que iria só se ele pagasse minha conta porque não seria muito difícil me arranjar nessa noite. ele rindo de deboche de mim disse que não duvidava, mas que mesmo assim a noite merecia um final para ser lembrado.

chegando lá, vimos que era um lugar simples por dentro. tinha um pequeno sofá meio velho, a tradicional luz vermelha, algumas mesas, uma pequena pista com um som velho e um bar repleto de bebidas vagabundas. o local não estava muito cheio, ao todo deveria ter meia dúzia de gatos pingados. sentamos numa mesa de canto e começamos a trocar olhares com algumas meninas. duas delas levantaram-se e sentaram ao nosso lado. D. logo afoito pegou uma delas e a levou ao quarto, eu como não me faço de rogado, comecei a instigar a menina até que ela suplica-se por meu pau dentro dela. ela estava puro fogo e eu me divertia com sua insistência.

finalmente a levei a um quarto, era pequeno e abafado. tinha apenas uma cômoda, uma cama (que rangia sem parar) e um pequeno armário para pendurar as roupas. confesso que não sou muito fã de putas, essa foi apenas a terceira vez que estive com uma. adoro intimidade durante o sexo e isso não é uma coisa que se possa encontrar nesses lugares. gosto de beijar na boca, arranhar, lamber, apertar. falando de uma maneira chula, só meter cansa e depois de algum tempo fica bem chato. 60% (no mínimo) do sexo pra mim não envolve diretamente a penetração.

resultado? minha putinha gozou três vezes e eu nem vontade senti. ela já sem fôlego pediu um tempo e me disse que queria que o namorado dela fosse como eu na cama, que demorasse a gozar e não se cansasse fácil. sarcasticamente respondi que com uma mulher como ela na cama, eu agüentaria a noite inteira fácil fácil. acho que ela não entendeu minha tirada, pois me pediu para esperar um minuto e foi até suas roupas. pegou sua pulseira (feia que dói), me deu de presente e disse que era um mimo para eu sempre me lembrar dela quando a usasse. me abraçou e disse que eu não precisava pagar a conta, cortesia dela. agradeci e me troquei (não queria mais uma sessão sem sal, nem de graça). bati na porta de D. e o chamei para ir embora. ele vestiu-se a contragosto e saímos.

paramos no Fran’s Café que ficava a três esquinas dali e fechamos a noite com chave de ouro enquanto ele não parava de rir pelo fato de eu não ter gozado e receber como prêmio de consolação uma bijouteria horrorosa da uma meretriz.

com certeza será um reencontro que renderá risadas por muitos e muitos anos. nossa parceria está refeita e muitas histórias e mulheres estão por vir.

sexo. e o gozo?

sou um cara sem amarras, sempre me senti assim. nunca fui com os padrões da sociedade de conhecer uma garota, namorá-la, pedi-lá em casamento e (rs) separar-se. o pior é que já perdi metade dos meus amigos de bar para as “damas de branco”.

namorei sério apenas uma vez na vida e por ironia do destino gostei da experiência, recomendo (ao menos uma vez na vida) e não me arrependo. durou um pouco mais de um ano e nunca conheci tão bem a alma de uma mulher tão a fundo e a finco. foi a única época da minha vida que fiz valer meu lado monogâmico (já escrevi aqui em algum lugar que faço até o que Deus duvida mas ser cafajeste não faz o meu tipo).

o que mais curti nesse relacionamento foi a intimidade que rolava, nos sentíamos a vontade para conversar sobre tudo, inclusive sobre nossas experiências passadas. matei a maioria das minhas dúvidas sobre o sexo feminino ai. numa noite qualquer pós sexo ela me disse, “você foi o primeiro cara com quem consegui gozar sendo penetrada, e foi logo de cara, na nossa primeira noite juntos”. rebati na lata, “seria mais fácil de eu acreditar numa história sua se você me dissesse que trepou com meu melhor amigo antes de eu chegar no seu apartamento”. ela riu e disse séria, “é verdade, sempre gozei me masturbando, imaginando, com outras mulheres, mas assim nunca. cheguei a pensar que era lésbica”, e continuou dizendo, ” a maioria das minhas amigas nunca gozaram transando com alguém também”. eu respondi, “hmm… lésbica? pega meu celular ai do seu lado, liga pra uma amiga vai? rs”.

nosso começo de relação foi atípico, terminamos na cama somente depois de mais um mês de pegação. tudo conspirava contra e nada do que planejávamos dava certo. na primeira vez que fiz sexo oral nela, ela gozou duas vezes, ficou molinha molinha… (hmm… adoro aquele gosto e cheiro de buceta molhada).

mas desta vez minha nota não é para falar de minhas proezas sexuais e sim para fazer uma pergunta que me assola desde que ouvi sua revelação alarmante, por que é tão difícil assim para as mulheres gozarem? o que lhes faltam? o que vocês querem? quais tabus devem ser quebrados? porque na masturbação o gozo rola tão fácil e no sexo com o parceiro não? tenho cerca de quinhentas perguntas para um tema só, me contem quais são são suas experiências e opiniões sobre essa quase lenda urbana (a mulher que nunca gozou).

dica para elas

como gosto de ser direto nesse tipo de assunto, façam sexo!

todos já ouviram ou disseram ao menos uma vez na vida “essa mal comida é foda, que péssimo humor…” ou algo do tipo. tomem cuidado, a próxima frase pode ser destinada a alguma de vocês.

se não estão convencidas ainda (se é que alguém precisa ser convencido disso né), confira algumas razões para fazer (muito) sexo:

Perda de peso

1- É possível queimar até 560 calorias em uma relação sexual.
2- O sexo é um dos exercícios mais completos que existe, já que entram no jogo todos os músculos do corpo.

Mais feliz

3- A prática do sexo ajuda a curar as depressões leves, pois faz circular a endorfina por meio do sistema sangüíneo, o que produz uma agradável sensação de euforia e bem-estar.
4- Um encontro sexual ajuda a aumentar a auto-estima, uma vez que a pessoa se sente muito desejada.

Relaxe

5- A desculpa de que “hoje não porque estou com dor de cabeça” é uma grande mentira. Fazer amor relaxa a tensão que comprime os vasos sanguíneos cerebrais, por isso, alivia as dores de cabeça.
6- É um ótimo remédio contra a insônia, já que com as mudanças bioquímicas que ocorrem durante o ato sexual o corpo relaxa e entra em um estado de sono profundo.

Menos irritada e mais atraente

7- Um corpo sexualmente ativo agrega maiores quantidades de feromônios – os hormônios da atração.
8- Fazer amor alivias as tensões nervosas. E por estar menos irritada, você consegue desempenhar melhor as atividades de sua rotina.

Saúde mental em dia

9- O sexo é o melhor tranqüilizante do mundo, muito mais eficiente que qualquer prescrição médica.
10- A prática com regularidade melhora notavelmente sua saúde mental, já que o sexo permite a liberação do excesso de adrenalina.

Beleza acentuada

11- Ao se envolver no ato sexual, a mulher produz o dobro da quantidade de estrógenos – hormônio responsável por manter a pele macia e o brilho no cabelo. Além do mais, retarda o processo da osteoporose e protege contra a hipertensão.
12- Suar (resultado inevitável do sexo) é saudável para a pele, pois contribui para a limpeza dos poros. Além de eliminar as possíveis dermatites, erupções e manchas cutâneas.

Lábios e pernas mais lindas

13- Beijar com freqüência permite que os lábios melhorem sua forma, cor e aparência.
14- Fazer amor ajuda a prevenir as celulites, uma vez que ativa a circulação dos fluídos linfáticos, que são os encarregados de eliminar bactérias, toxinas e outras substâncias que se acumulam especialmente nos músculos.

Treino esportivos

15- O sexo é divertido, excitante e, acima de tudo, grátis.
16- As relações sexuais freqüentes melhoram o condicionamento físico.
17- O sexo é um antihistamínico natural: pode desbloquear narinas congestionadas.

Cura de todos os males

18- A prática do sexo protege contra os problemas digestivos. Mas isso sempre e quando não venha logo depois de uma “atração gastronômica”.
19- As relações sexuais constantes podem aliviar as dores de artrite, melhorar a circulação e a produção de glóbulos vermelhos.

fonte: terra > mulher

professora de história

embalado pelos ares nostálgicos que circulam pelo meu blog, relatarei outra história de meus anos aborrecentes.

sempre fui atleta na minha adolescência, colecionava medalhas. quando mais novo era nadador, ao entrar no colegial migrei para o futebol. jogava no time do colégio mas não por gostar de esportes e sim pelo status, roupas diferenciadas, marias chuteiras e bolsa integral que era concedida aos atletas. o acordo com meu pai era o seguinte, como havia conquistado a bolsa, o dinheiro da mensalidade era meu. casamento perfeito, dinheiro no bolso e muitas mulheres no pé.

arrisco a dizer que essa foi uma das épocas que mais tive garotas de uma só vez na vida, elas queriam notoriedade por andar com atletas e eu queria era estar entre as suas pernas. ao meu ver, era uma troca justa, ambos tinham o que tanto queriam.

nunca fui um aluno exemplar, criava conflitos um atrás do outro com diversos professores, matava muita aula e pra passar de ano colava nas provas. existia um porém, não lembro de ter faltado a uma aula de história, não pela matéria e sim pela professora, a desejava, fantasiava com aquela professora.

pelos corredores corriam boatos sobre ela, diziam que ela era tarada pelos atletas, muito dos jogadores mais velhos contavam histórias sobre trepadas com ela escondidas pelos cantos do centro de treinamento ou alojamento.

lembro-me de sempre retrucar, “você e a professora V.L.? deixa de contar história mané, você não pega nem mulher direito e vem me dizer que trepou com aquela gostosa, só acredito vendo!”. e não é que vi!

já estávamos em novembro, neste ano chegamos a final do campeonato nacional entre colégios e fomos campeões. foi um grande jogo, guardo grandes lembranças dessa conquista. guardo ainda mais lembranças da festa pós título exclusiva para os jogadores.

o ônibus da delegação chegou ao colégio, a comissão e jogadores rumaram para o alojamento onde seria o local da festa. como minha casa era próxima ao colégio, nunca morei no alojamento, portanto decidi passar em casa para deixar minhas coisas e tomar uma ducha.

ao voltar, a festa já estava pegando fogo. realizei duas fantasias nesta noite. a primeira, participar de uma suruba. a segunda e que me pegou de surpresa, encontrei minha professorinha divertindo-se entre dois jogadores. louco de desejo, fiz questão de participar da festinha e a tive ali mesmo junto com meus dois amigos naquela noite.

na gaveta guardo minha medalha e na memória minha melhor professora. com ela aprendi pouco sobre história mas muito sobre sacanagem.

se você não quer fazer o serviço, eu mesmo o faço…

ahhh, minha juventude… poucos miolos e muita diversão…

cheguei do meu escritório a pouco, tive um dia pra lá de corrido visitando dois clientes em pontos opostos dessa megalópole chamada São Paulo. tiro meus sapatos, afrouxo a gravata e vou ao meu pequeno bar pegar uma dose do meu velho scotch doze anos. sento em minha poltrona, ativo o som e relaxo dando um belo trago no meu néctar dos deuses ao som de Yael Naim.

surge uma história em minha mente, algo que me aconteceu a tempos quando tinha por volta dos meus quinze ou dezesseis anos de idade. era véspera de ano novo e estava com alguns amigos em Riviera de São Lourenço. nessa época pra variar, só pensava em mulher. dizem que o que você faz na virada do ano, se repetirá durante o ano iniciado inteiro. com quinze anos e no alto da minha sabedoria logo matei a charada, sexo!

fomos a praia para conhecer e analisar nossas candidatas e como estávamos em quatro, formamos duas duplas para facilitar nosso trabalho de aproximação e conquista do alvo. se Sun Tzu era perito na “Arte da Guerra”, porque o jovem R. não poderia ser perito na “Arte da Conquista”?

após diversas manobras, ataques e os mais variados estratagemas finalmente atingimos nossos alvos e vencemos a batalha. eu que era o mais feio porém o mais charmoso e língua solta dos quatro, fiquei com o melhor prêmio (vulgo troféu na época), uma bela ruiva tão cheia de pintinhas quanto graça. visto meu progresso inicial ao lado da garota, previ uma noite espetacular.

passamos o dia todo aos beijos, amassos, pega dali e acolá. nos despedimos e marcamos de nos encontrar mais a noite na tradicional festa de réveillon que acontece por lá. me reuni novamente com os amigos e voltamos para a base (nossa casa alugada) para detalhar nossas conquistas e progressos com as garotas. após muitas histórias (das mais mirabolantes possíveis) nos preparamos para o sorteio da casa, explico. a casa tinha apenas dois quartos, fizemos um sorteio para ver quem ficava com qual quarto e os dois que sobrassem deveriam se virar no campo inimigo. a sorte que me acompanhou na conquista da melhor garota, me abandonou completamente me renegando os quartos, nesta noite tive que me virar ao relento.

de banho tomado e arrumados chegamos a festa, lá encontramos nossas garotas e cada um foi para seu canto. não lembro um detalhe se quer dessa festa pois minha ruivinha não tinha somente os cabelos de fogo, seu corpo inteiro estava em chamas. na primeira oportunidade escapulimos para um canto mais sossegado da praia e recomeçamos a pegação. por volta das onze e meia e várias indiretas finalmente a convenci a irmos ficar mais a vontade em sua casa.

chegando lá, encontramos a casa vazia, fomos direto ao seu quarto e com toda a pressa começamos a nos esfregar em sua cama. ela por vergonha pediu para eu apagar a luz enquanto tirava a roupa. debaixo dos lençóis tirei o resto de sua roupa e a minha, começamos a nos acariciar e quando finalmente ia penetrá-la ela me diz um sonoro “NÃO!”, eu surpreso disse, “não o que, tá doida?”, ela respondeu, “não quero transar mais, mudei de idéia”, eu indignado retruquei, “tá louca garota, você me trás pro seu quarto, tira a roupa, me enche de beijos e não quer mais trepar?”, ela disse, “isso mesmo, perdi a vontade.”, incrédulo e achando que era puro charme, tentei novamente. ela me xingou e virou as costas pra mim e disse, “quero dormir, pode ir embora ou fique ai se quiser.”. puto da vida sussurrei em seu ouvido, “se você não quer fazer o serviço, eu mesmo o faço…”, ela já distraída apenas disse, “faça o que bem entender.”. virei-me para suas costas e imediatamente comecei a bater uma punheta, trinta segundos depois e quase no ápice, mirei bem em sua lomba e jorrei toda minha porra pra cima dela e de seus lençóis. ela surpresa vira-se e visualizando a cena, expulsa-me de sua casa com a maior coleção de palavrões e xingamentos que já escutei na vida.

não tive minha esperada noite de sexo mas pelo menos não deixei por menos, saboreei minha doce vingança e me diverti tanto o quanto. ahhh, minha juventude… poucos miolos e muita, mas muita diversão…

sexo no ambiente de trabalho

quem já não fantasiou um cerão no escritório com aquela secretária, chefe ou colega de trabalho dando aqueles amassos sobre a escrivaninha ou sala de xerox? sacanagem da boa não?

estatisticamente falando, a maioria das pessoas conhecem seus pares amorosos no ambiente de trabalho. tudo lindo não é? nem tanto… misturar profissionalismo com sentimentalismo pode ser algo muito perigoso.

semana passada fiz um tour pelo interior para visitar alguns clientes que tenho pouco ou quase nenhum contato que não seja por telefone ou e-mail, dentre eles vou citar uma história em específico. há três meses fechei um contrato com uma pequena empresa de tecnologia, sempre mantive contato com a gerente comercial de lá, a doce S. devido ao tipo de contrato fechado, mantemos contato quase que diário para discutir as ações da empresa. entre uma conversa e outra sempre rolou confissões sobre nossas vidas pessoais, coisa que se acentuou nesse último mês.

no início de maio a doce S. me diz que se separou do marido pois foi traída (fora casada por nove anos) e devido a nossa intimidade, virei uma espécie confidente. conversamos bastante desde então, eu sempre tentando melhorar o astral dela para não deixá-la se abater, aquela coisa de sacode a poeira e dá a volta por cima.

quando defini minha agenda e disse a ela que iria visitá-la, ela ficou super feliz pois finalmente nos conheceríamos pessoalmente. chegando a empresa (sexta passada), fui recepcionado pela doce S. (branquinha, baixinha, cabelos negros e cacheados, no alto dos seus trinta e poucos anos.) durante o dia tivemos muitas reuniões, conheci melhor os processos da empresa, seus produtos e funcionários.

passada toda a maratona, ela me pergunta onde estou hospedado. digo que é num pequeno hotel no centro. ela me diz que conhece um ótimo restaurante por ali e me convida para jantar para assim podermos conversar mais informalmente. marcamos de ela me pegar no hotel às sete da noite.

no hotel, tomei um banho e li um pouco para passar o tempo. na hora combinada toca o interfone e o porteiro me informa que a doce S. está me aguardando na recepção. desci e fomos a uma cantina italiana. lá conversamos muito sobre a vida um do outro regado a boas taças de vinho (duas garrafas ao todo) e ótimas massas. fechamos a conta e na hora de irmos embora ela me diz que esqueceu seu celular no escritório. devido ao perigo da cidade, me ofereci para acompanhá-la até lá.

chegando lá, fomos a sala dela. ao pegar seu celular percebi um brilho estranho em seus olhos. ela me diz, “resgatamos meu celular, e agora?” eu digo, “como?” ela se aproxima de mim, me encosta na parece e me beija loucamente. me olha novamente e diz, “me fodi gostoso nessa sala inteirinha.” com um sorriso malicioso logo digo, “não precisava nem pedir.” a arrasto até sua mesa e jogo todos os seus papeis no chão enquanto a deito nela. levanto sua saia, afasto sua calcinha e a possuo ali mesmo. explodindo de desejo ainda a possuo no arquivo, no tapete e na porta.

em pouco menos de vinte minutos e ofegantes ela sussurra em meu ouvido, “te amo.” a olho perplexo e digo pela segunda vez nesta noite, “como?” ela repete, “te amo, não sei explicar. talvez desde o momento em que o conheci.” não acreditando no que escuto digo, “desculpa, não sei o que te dizer. você está confundindo um pouco as coisas, nunca alimentei algo como isso e o que rolou entre a gente foi apenas desejo, vontade reprimida.”

ela me olha meio atravessado e apenas diz, “vamos embora.” devido ao fato de ela não ter dito mais nada e ter me largado em frente ao escritório sozinho me fez pensar em apenas uma coisa, “fudeu e fudeu grandão.” minhas suspeitas se confirmaram hoje, recebi um e-mail dela dizendo que o nosso contrato está cancelado e que ela estará depositando a multa referente a quebra unilateral.

moral da história, trabalho e prazer apenas se você for um profissional do sexo. perdi o contrato, perdi a amiga. aprendi mais uma lição.

p-day e ménage à trois

minha noite começou como a maioria das outras quando vou a uma festa, som alto, banho demorado e vasta seleção de looks. ao som da diva Nina Simone, optei por um look casual. black jeans, camisa branca, all star branco (tá nem tanto), blusa listrada semi aberta e minha gravata predileta (uma skinny preta). após quarenta minutos e duas baforadas do meu melhor perfume, T. meu amigo e carona chega. devido ao feriado pegamos pouco trânsito e em poucos minutos já estávamos no local da festa nos jardins.

eram vinte e cinco prás uma e já estávamos no saguão conversando com o recepcionista do prédio, perguntamos quantas pessoas já haviam chegado (quarenta e duas até o momento) e demos nossos nomes, para serem ticados na lista. T. e eu ficamos discutindo no elevador como seria a festa. eu já sabia que seria uma noite complicada, pois vi na lista o nome de duas ex-ficantes e um casinho cheio de indas e vindas que sempre tive. estas festas são conhecidas pelos seus excessos e o anfitrião sempre frisa que ao pisar na cobertura não existe mais o mundo lá fora.

como o prédio é daqueles com um apartamento por andar, o elevador dá direto no hall de entrada. ao abrir as portas, recebemos o cartão de visita da festa. duas garotas se pegando no canto entre a janela e a fonte. sem nos fazer notar, rumamos para a sala. T. e eu mal sabíamos que a noite estava apenas começando.

na sala (principal local da festa), que fora adaptada com uma pista de dança e bar tivemos a noção real de como seria a noite. o ambiente era de pouca luz com alguns equipamentos de iluminação específicos para festas. no canto direito se localizava a mesa do dj e o telão que rodava em loop alguns filmes e clipes sensuais, ao centro ficava a pista que pulsava ao som de Justin Timberlake, Amy Winehouse, Rihanna, Yeah Yeah Yeahs, LCD Soundsystem e outras bandas na mesma linha. no canto oposto, o bar, que estava abarrotado de bebidas e dois bartenders o comandavam fazendo dos mais variados drinks e malabares. a esquerda da entrada se concentravam os sofás e pufes e ao lado a cozinha com o buffet. como sempre, a roda de drogas ficava ali nos sofás. de cara vi gente cheirando cocaína, e fumando maconha. na pista mais tarde encontrei ecstasy.

T. me disse que iria ao bar tomar um drink e procurar sua garota (só o reencontrei por volta das cinco em um dos quartos com outra garota), no centro da roda estava o anfitrião da festa, A. (merece uma nota a parte num outro dia de como o conheci). A. é o típico rico que sempre teve tudo menos limite, mas no fundo é muito amigo e tem um bom coração. ao me ver prontamente convidou-me para sentar ao seu lado, entre muitas conversas e risadas fumamos um pouco de maconha. sempre tive medo de cheirar uma carreira de cocaína, não por medo de que possa me fazer mal e sim por medo de gostar e não largar mais. do ecstasy nunca fui com a cara, principalmente por causa dos seus efeitos prolongados. não faço aqui uma apologia a favor do consumo de drogas, nunca ofereci nada a ninguém. sempre respeitei a opinião de qualquer pessoa e todas as suas diferenças. fumo apenas porque gosto, assim como outros gostam de cigarros e bebidas.

levantei-me e a caminho do bar tive minha primeira prova de fogo da noite, encontrei minhas duas ex-ficantes juntas C. e L., elas tornaram-se muito amigas depois de rompermos (fiquei com as duas no mesmo período). resultado, fui esnobado. no bar pedi minha dose habitual de whisky (um johnny walker blue label, reservado apenas para os mais chegados do A.) e fiquei ancorado ao bar onde tinha uma visão privilegiada da pista. enquanto observava o movimento na pista (que já estava cheia com cerca de sessenta pessoas sendo no mínimo quarenta mulheres) e procurava por algo interessante, sentou-se no banquinho ao meu lado o S., um japonês muito louco com quem tive o prazer de dividir por um tempo meu antigo escritório). ele já estava travado (mania de chegar cedo), mas mesmo assim demos boas risadas lembrando dos nossos causos e apertos em dias antigos no escritório.

meia hora e outra dose depois, avistei uma garota que é o meu número. branquinha, olhos azuis, cabelo preto longo e liso, baixinha e magrinha, com uma bunda grande e seios medianos, daqueles que encaixam perfeitamente na mão. Ela vestia um vestidinho preto colado que acentuava ainda mais todas suas curvas. como nunca a tinha visto antes e já estava instigado, fui perguntar a J. (uma garota que sabe de tudo e sobre todos) quem era a garota misteriosa.

seu nome era B. e era sua primeira vez nas festas do A.. como as duas eram amigas, fiz uma pequena ficha sobre a pequena B. e fui me apresentar a ela. algum tempo e muita boa conversa depois fomos a um canto da sala perto das escadas que dão acesso ao segundo andar e lá rolou nosso primeiro beijo e amassos. enquanto isto, reparei que minhas duas ex- não tiravam os olhos de nós dois e me diverti mais ainda com essa situação.

não sei o por que (me digam vocês mulheres), mas este jogo sempre funciona. pedi para B. me aguardar um instante e peguei a chave da suite do flat com o A., na volta fui interrompido duas vezes (cada vez por cada ex-) e a mudança nas duas era notável. a primeira (L.) perguntou se eu estava bem, o que andava fazendo e se ela poderia me ligar um dias desses pra combinarmos alguma coisa. a segunda (C.) seguiu basicamente o mesmo roteiro, mas por ser bem resolvida foi direta e perguntou se o meu rolo com esta nova garota iria durar mais do que estes breves amassos e sugeriu que eu a encontrasse no fundo da cozinha em dez minutos. categoricamente disse sim a primeira e pedi a segunda para aguardar meu sinal perto dali. fui ao encontro da pequena B. rumo a suíte de A.

fechando a porta da suíte a pequena B. tratou de mostrar logo todo seu poder de fogo me agarrando e me enchendo de beijos. como estava cheio de boas idéias e más intenções, pedi um pouco de calma a pequena B. e a sentei na cama. Abrindo a primeira gaveta da cômoda, peguei uma pequena venda. cheguei na pequena B. e cobri seus olhos (adoro sentir a respiração acelerada das mulheres quando vendadas por sempre existir aquela expectativa e insegurança do que virá a seguir). deitei-a na cama e sussurrei ao pé do seu ouvido que já voltava e que iria buscar uma garrafa de vinho e duas taças para ficarmos mais a vontade.

com o vinho e as taças em mão, retornei a suíte com algo que a pequena B. não esperava, a C. de tira a colo. ao ver a pequena B. deitada, C. se excitou na hora com o ménage à trois articulado por mim e como não era nosso primeiro juntos, tínhamos uma boa sintonia. a pequena B. ao notar a presença de C. ficou um pouco chocada mas entre uma taça e outra de vinho e um pouco de conversa, ela confessou que sempre sonhou com uma transa a três. mais relaxada, cedeu aos seus prazeres.

dizem que o ménage à trois é a fantasia predileta de nove dentre dez homens, de fato é. mas não se enganem os puritanos pois a curiosidade feminina é tão grande quanto a nossa.

alguns dos meus amigos acham que por serem o único homem na cama, naturalmente são o centro das atenções e os merecedores de todo o prazer. não compartilho nem um pouco com esta idéia, o maior erro deles está justamente ai. o ménage à trois é sobre o prazer dos três, do desejo compartilhado e da auto-descoberta, sem isto sempre fica a impressão de faltar algo. claro que sempre me divirto e muito, pois só participo quando existe todos os ingredientes citados. neste quesito não sou egocêntrico a tal ponto, me delicio com muitas garotas se descobrindo na cama e quase sempre (principalmente quando é a primeira vez de uma ou de ambas), me dedico ao prazer das duas antes do meu próprio. ao contrário das drogas, recomendo uma boa dose de ménage à trois a todos. a cada experiência tenho uma nova surpresa pois a história de um ménage sempre é diferente de outro.

pessoas livres de tabus e sexualmente resolvidas são mais felizes pois encaram a vida de uma maneira mais leve. procuramos apenas nossa felicidade e claro que temos problemas, todos tem, mas os levamos no mínimo com mais bom humor (ok, o momento paul rabbit de auto-ajuda para por aqui).

ménage é muito bom (pra quem já experimentou me deixem suas notas sobre suas experiências), mas já me desvirtuei demais da história inicial e voltarei a falar da outra festa, a que acontece fora do quarto. me despedi da pequena B. e C. e fui rumo a a varanda me refrescar. no caminho, numa porta entreaberta encontrei T. com outra garota como citei anteriormente, ao me ver convidou-me para outra pequena festinha, desta vez um ménage à trois mfm, mas recusei (estava esgotado) e disse para ele me encontrar no andar de baixo mais tarde para irmos embora.

fumei um filtro e fiquei um tempo fitando o céu, coisa que não fazia a muito tempo. desci e passei pelo bar, pedi mais uma dose de whisky e fui ao encontro do A. para fumarmos um pouco mais e colocarmos o resto da conversa em ordem (com a pista semi vazia e os quartos completamente cheios era o momento ideal para conversar e relaxar). relatei minha pequena festinha a ele e ele contou a dele pra mim (desculpe mulheres mas vocês falam tanto ou mais de suas experiências sexuais com suas amigas, conosco não seria diferente).

uma dose mais tarde, T. finalmente dá o ar da graça para irmos embora. nos despedimos de nossos amigos e T. ofereceu uma carona a sua garota e sua amiga por morarem no mesmo sentido. como estava com um pouco de sono e um tanto anti-social, fingi tirar uma soneca enquanto T. dirigia e se encarregava de conversar com as duas garotas. por fim decidiram que todos iriam dormir na casa dele porque estava tarde e todos muito cansados.

em menos de dez minutos já estávamos na garagem do prédio do T. ao chegar em seu apartamento, ele logo foi para o quarto com sua garota dormir enquanto eu fiquei no sofá da sala assistindo televisão com a amiga dela. conversamos muito pouco e trocamos algumas carícias e beijinhos, nada demais. prefiro ficar sem transar do que transar cansado ou sem vontade. nenhuma fofoca corre mais solta do que sobre sexo, prefiro ficar sem a ser mal cotado no meu círculo de amizades. não sei ao certo quando dormi mas sei que foi rápido, também não lembro o que estava passando na tv.

ao acordar, constatei que as meninas já tinham ido embora e como estava com uma baita dor de cabeça tomei uma longa ducha e tratei de amansar o leão que vive dentro de mim com um belo big mac (nota anterior).

p.s.: peço desculpas pelo tamanho exagerado do texto, só reparei nisto depois de escrevê-lo.
p.s.s.: sobre a nota acima, tamanho é documento.


autor

R. é audacioso, provocativo e comunicativo. ávido leitor, ele é freqüentador assíduo de livrarias e também um apaixonado pelo cenário underground e cultural de São Paulo. sua paixão por livros rivaliza-se apenas a sua pelas mulheres. leia mais sobre mim.

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