Archive for the 'livros' Category

tristessa

Tristessa, de Jack Kerouac

tristessa

AVALIAÇÃO

o livro é como um fio de pensamento em estado bruto. a primeira vista, o livro parece um rascunho, mas aos poucos fica perceptível todo o sentimento e a linguagem pulsante desse beatnik.

gosto de ler esse tipo de obra, é um romance triste, repleto de ensinamentos budistas e explora muito bem o sofrimento humano e sua compaixão.

outra coisa que chama muito a atenção nesse livro, é a riqueza de detalhes que Kerouac narra a obra. prato cheio para os detalhistas e para quem quer imaginar a vida do subúrbio mexicano.

ps – o livro é baratinho, a edição que eu li da L&PM custa R$ 8,00 no site da livraria cultura. Continue lendo ‘tristessa’

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o senhor dos anéis

o senhor dos anéis

o senhor dos anéis

AVALIAÇÃO

o senhor dos anéis é um épico brilhante, empolgante da primeira a última linha. é o tipo de obra fantástica que reúne filosofia, religião, mitologia e as mais variadas raças (hobbits, elfos, magos, orcs, anões, ents e humanos) numa só estória.

definitivamente é atemporal, o considero um trabalho memorável, mas a grande sacada de Tolkien foi dar traços de realidade à estória que se passa numa Europa mitológica de 6000 anos atrás. sua inventividade chega a ser incansável, para se ter uma idéia, o senhor dos anéis conta com 301 nomes de pessoas e animais e, 433 nomes de lugares. também dotado de imensa habilidade lingüística, Tolkien criou idiomas por completo, com destaque para a linguagem élfica.

a única nota negativa fica por conta de seu tamanho. a minha edição, volume único, possui 1.202 páginas. aparentemente robusto, a narrativa nos cativa de tal maneira, que nos vemos desejando encontrar ao seu fim no mínimo o dobro de páginas para ler. para vocês terem uma idéia, o devorei em apenas uma semana.

se você ainda não leu ou se leu e deseja recapitular, transcreverei abaixo os detalhes do enredo, a estrutura da obra e o pano de fundo da história. Continue lendo ‘o senhor dos anéis’

memória de minhas putas tristes

memória de minhas putas tristes

memória de minhas putas tristes

AVALIAÇÃO

com este livro, Gabriel García Márquez pôs fim a um período de dez anos longe dos romances, o último fora do amor e outros demônios. de tão bom, o livro já era best-seller por aqui antes mesmo de ser traduzido para o português. Henry James considera o livro um nouvelle: longo demais para ser um conto e curto demais para ser um romance, possui apenas 127 páginas.

a obra trata a relação entre uma adolescente e um homem muito mais velho, o que não é nenhuma novidade, pois histórias como esta são uma tradição da qual fazem parte Vladimir Nabokov de Lolita, Thomas Mann de morte em veneza e Yasunari Kawabata de a casa das belas adormecidas. o último, laureado com o Nobel de 1968, foi a inspiração mais direta para García Márquez.

os três tratam do mesmo assunto, mas de maneiras diferentes. Nabokov deu a Lolita poder psicológico sobre Humbert, Mann tratou do amor homossexual e García Márquez deu a seu protagonista, uma forma de celebrar a vida em alguns de seus detalhes mais delicados.

é um livro conciso, com notas de humor e toques poéticos. recomendo a todos sua leitura. Continue lendo ‘memória de minhas putas tristes’

livros, livros e mais livros

meu passatempo preferido é ler um livro, se fico um segundo de bobeira, me pego procurando meu companheiro inseparável, sou rato de bibliotecas e livrarias assumido. costumo brincar que se as mulheres possuem um covinha sob o braço de tanto carregar suas bolsas eu possuo uma de tanto carregar meus livros.

minha história com os livros é de longa data. quando tinha dez anos, meu pai começou a trabalhar em uma distribuidora de livros. quase todos os dias quando saia da escola, eu ia visitá-lo, na verdade ia visitar ele e aqueles milhares de livros que ficavam empilhados nas infindáveis prateleiras de lá. ficava cinco, seis horas lendo sem parar, não comia nem bebia nada, o livro me alimentava por completo.

lá conheci alguns dos meus melhores amigos de infância – Erico Verissimo, Clarice Lispector, Hilda Hilst, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Nelson Rodrigues, Euclides da Cunha, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Mário de Andrade, Jorge Amado, Mario Quintana, Oswald de Andrade, Millôr Fernandes, Manuel Bandeira, Luis Fernando Verissimo e muitos outros (só para citar os nacionais) – e nunca mais dei bola pra minha gorduchinha (televisão)…

hoje meu pai não trabalha mais lá, mas não fiquei órfão, pois, ele abriu sua própria livraria. meu irmão seguiu no ramo e hoje é editor em uma editora, eu fui livreiro por quase cinco anos, minha mãe por dois, minha tia uns quinze, já deu pra entender né?

os livros (como vocês já devem ter notado) ocupam um espaço enorme em minha vida e, a partir de agora, dividirei com vocês, o que ando lendo, relendo e descobrindo desde que iniciei estas minhas notas. a idéia, é fazer uma roda de debates, um pequeno clube do livro, na verdade, uma desculpa esfarrapada para reunir bons amigos.

hoje a noite começo a ler Memória de minhas putas tristes de Gabriel García Márques, como é um livro relativamente fino, espero terminá-lo em três ou quatro madrugadas. até breve!


autor

R. é audacioso, provocativo e comunicativo. ávido leitor, ele é freqüentador assíduo de livrarias e também um apaixonado pelo cenário underground e cultural de São Paulo. sua paixão por livros rivaliza-se apenas a sua pelas mulheres. leia mais sobre mim.

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