Arquivo para junho \25\UTC 2008

hmm… agora sim parece um executivo de verdade!

nada como um dia após o outro e nada como sobrepor uma nota por demais sentimental com um pouco futilidade, rs.

ontem a noite não preguei o olho, a insônia anda me atacando igual formiga ao açucareiro, estou a ponto de recorrer a remédios tarja preta (alguém conhece algum bom? sabe como é né, não sou fã de levar pauladas, rs). poucas coisas me estressam mais do que rolar horas na cama e nada de dormir.

como a hora estava avançada e tinha que apresentar um projeto a um cliente hoje bem cedo, decidi por colocar a leitura em dia, comecei a ler “Sade em Sadoma” presente da fabulosa Fernanda do sexpedia. também assisti um filme do qual sou muito fã pela trigésima oitava vez, esse filme merece uma nota especial de minha parte pois sempre o assisto quando preciso daquele estímulo a mais. é uma história como muitas outras, aprendi e vejo muitas coisas de minha vida nesse filme, mas (alguém vai me matar, tenho certeza disso…) não direi o nome do dito cujo agora, o guardarei para minha futura nota.

três parágrafos de blá-blá-blá, minha nossa! estou inspirado hoje. conto a vocês, minha apresentação entrou no hall das melhores do ano. foi um script perfeito, a sincronia com minha equipe estava tinindo! meu futuro cliente ficou todo encantado. vocês já devem estar se perguntando, essa nota é sobre o que afinal?

essa frase do título me veio a cabeça quando estava comendo qualquer besteira na madruga, foi a primeira vez que me disseram que eu parecia um executivo de verdade e não tem nada a ver com atitude, cargo ou posição, lembrem-se essa nota é pura futilidade.

era meu primeiro emprego classe A (salário alto, sala própria, notebook e carro da empresa, que vidinha chata! rs). foi lá que me acostumei e adorei usar um terno. mas quem disse que um terno faz de um homem um executivo? em um lugar onde todos os homens usam terno, não passamos de manés com roupas legais.

um dia após pegar meu notebook, ganho de presente uma bela pasta de couro. coisa fina. apareço no escritório com a tal no dia seguinte e escuto a máxima de uma colega de trabalho, “hmm… agora sim parece um executivo de verdade!”. a única coisa que fiz na hora foi tirar um barato com a garota, dois dias depois a levei para jantar e o resto, é história…

agora fica a pergunta idiota que me martelou na madrugada, “uma bela pasta aparentemente faz de um mero homem, um homem de negócios?”

com tanta desgraça (bate três vezes na madeira) no mundo, minha mente se desparafusa com isso… futil não? bem, eu avisei… rs

o cappuccino, a antena gay e ela

antena na av. paulista

antena na av. paulista

quinta passada a encontrei pela primeira vez depois do que ela me disse.

essa história na verdade começa na terça da mesma semana quando recebo um telefonema por volta das dez da noite com ela elogiando meu último artigo e perguntando quando iria publicá-lo (referente a meu blog (clark kent) jornalístico, ela não tem conhecimento desse). disse que estava meio sem tempo e perguntei se ela havia me ligado apenas pra falar isso. ela sem graça disse que não e perguntou se eu teria tempo pra ouvi-la, pois ela precisava muito desabafar com alguém que confiasse. sua vida profissional e pessoal esta uma bagunça, recentemente ela perdeu alguns familiares e saiu da redação onde trabalhava. a escutei por cerca de uma hora e após ela me resumir os fatos perguntei se ela não queria conversar com mais calma e sugeri que nos víssemos numa cafeteria na Av. Paulista na quinta.

cheguei por volta das oito da noite, ela já estava sentada numa mesa me esperando. ao me ver, veio ao meu encontro e me abraçou (como ela estava linda e como senti falta daquele cheiro…). sentamos e pedi um cappuccino e ela um franccino. mais calma recomeçou a me contar a história toda e num determinado momento com lagrimas brotando de seus olhos tive vontade de pegar sua mão, abraçá-la, dar-lhe um beijo e dizer que tudo ficaria bem pois estava aqui, mas segurei a onda, ainda tenho orgulho próprio e já fui até meu limite por ela uma vez, disse apenas que tudo ficaria bem. passei a noite sentindo um friozinho na barriga além de fumar um cigarro atrás do outro. sempre tive facilidade em lidar com mulheres em todas as situações, mas com ela é diferente, sei lá, ela é a mulher com quem tive a história mais forte até hoje. alem de linda (segundo minha mãe, ela lembra a Carla Bruni), ela é extremamente inteligente.

após reconfortá-la, o papo ficou mais leve. vieram a mesa mais cafés, pães de queijo, conversas sobre nossas vidas depois que terminamos e principalmente muitas risadas. ela perguntou se eu estava namorando e disse que não, não namorei mais depois que ela enegreceu meu coração. ela não esperando ouvir isso me olhou surpresa e perguntou se era sério ou estava querendo descontar. respondi rindo, “os dois”.

no fim, uma noite que tinha tudo para ser melancólica tornou-se leve e agradável. fechamos a conta e a acompanhei alguns quarteirões pela Av. Paulista (uma amiga iria buscá-la três quarteirões à frente). ao passarmos por um prédio ela aponta para seu topo e diz, “olha que antena linda toda colorida!”. continua insistindo, “olha, olha. ela fica mudando de cor!”. eu retruco, “que antena mais gay”. ela ri e me chama de bobo.

avistamos o carro de sua amiga, nos despedimos e virei para não vê-la mais naquela noite. Segui vagando pela Av. Paulista perdido em pensamentos até acabar meu maço, chamei um taxi e fui embora.

sei que essa é uma nota com um nível alarmante de sentimentalismo, mas tudo bem. irei aprontar bastante e enterrá-la nos meus arquivos mais profundos.

Carla Bruni – L’excessive

o reencontro, a meretriz e o mimo

casa de meretrizes

casa de meretrizes

sexta passada reencontrei um amigo que não via há um ano. somos amigos a mais de dez anos e após uma briga feia por motivos hoje considerados fúteis rompemos nossa amizade. confesso que senti uma baita falta da amizade de D. e sempre o considerei meu melhor amigo. sou um cara muito orgulhoso e não dei o braço a torcer assim como ele. acredito que a amizade funciona mais ou menos como um namoro. excesso de convivência desgasta e cria pequenos conflitos ao longo do tempo e uma hora, a bolha explodi.

fomos a um bar que conhecemos de longa data, o freqüentamos desde a época em que começamos a sair juntos quando tínhamos nossos dezesseis anos. cheguei meia hora atrasado e ele já estava numa mesa bebendo. demos um abraço tímido, pedi um drink e começamos a conversar. cinco minutos depois nem parecia que havíamos brigado, estávamos rindo muito e colocando toda a conversa em dia.

como estávamos afiados decidimos fazer o que sempre fizemos de melhor juntos, paquerar as mulheres ao nosso redor. temos um pequeno ritual, tiramos no palito para ver quem vai à outra mesa se apresentar e abrir terreno para o parceiro. o sorteado por sua vez, pode escolher a mesa e a garota que bem entender. nessa noite o sorteado foi o D., ele escolheu uma mesa com uma loira e uma ruiva e me avisou que a loira era dele. três tragadas de cigarro, ele me chama com um aceno, pego meu copo, pertences e me junto à festa.

a ruiva era meio cavalona, mas bonita enquanto a loira era baixinha, porém bem gostosa. elas não faziam muito meu tipo, mas como o direito de escolha era de D., não tinha muito o que argumentar. livre de qualquer vontade resolvi apenas tirar um barato. pedimos uma pizza e mandamos ver nas bebidas. as horas voaram e nem me dei conta, uma coisa não posso negar, as duas eram extremamente simpáticas. D. perguntou as duas se elas não queriam ir ao apartamento dele para fazermos uma pequena festinha (confesso que foi um convite nada sutil, mas como não queria nada demais com nenhuma delas, fiz coro). as duas entreolharam-se e meio sem graça recusaram. com nada mais para render, pedimos a conta e fomos embora.

como ainda era cedo e era uma noite para se comemorar, discutíamos para qual bar iríamos até que D. me propôs uma visita a uma “casa de damas” perto dali. lancei-lhe um olhar meio irônico e disse que iria só se ele pagasse minha conta porque não seria muito difícil me arranjar nessa noite. ele rindo de deboche de mim disse que não duvidava, mas que mesmo assim a noite merecia um final para ser lembrado.

chegando lá, vimos que era um lugar simples por dentro. tinha um pequeno sofá meio velho, a tradicional luz vermelha, algumas mesas, uma pequena pista com um som velho e um bar repleto de bebidas vagabundas. o local não estava muito cheio, ao todo deveria ter meia dúzia de gatos pingados. sentamos numa mesa de canto e começamos a trocar olhares com algumas meninas. duas delas levantaram-se e sentaram ao nosso lado. D. logo afoito pegou uma delas e a levou ao quarto, eu como não me faço de rogado, comecei a instigar a menina até que ela suplica-se por meu pau dentro dela. ela estava puro fogo e eu me divertia com sua insistência.

finalmente a levei a um quarto, era pequeno e abafado. tinha apenas uma cômoda, uma cama (que rangia sem parar) e um pequeno armário para pendurar as roupas. confesso que não sou muito fã de putas, essa foi apenas a terceira vez que estive com uma. adoro intimidade durante o sexo e isso não é uma coisa que se possa encontrar nesses lugares. gosto de beijar na boca, arranhar, lamber, apertar. falando de uma maneira chula, só meter cansa e depois de algum tempo fica bem chato. 60% (no mínimo) do sexo pra mim não envolve diretamente a penetração.

resultado? minha putinha gozou três vezes e eu nem vontade senti. ela já sem fôlego pediu um tempo e me disse que queria que o namorado dela fosse como eu na cama, que demorasse a gozar e não se cansasse fácil. sarcasticamente respondi que com uma mulher como ela na cama, eu agüentaria a noite inteira fácil fácil. acho que ela não entendeu minha tirada, pois me pediu para esperar um minuto e foi até suas roupas. pegou sua pulseira (feia que dói), me deu de presente e disse que era um mimo para eu sempre me lembrar dela quando a usasse. me abraçou e disse que eu não precisava pagar a conta, cortesia dela. agradeci e me troquei (não queria mais uma sessão sem sal, nem de graça). bati na porta de D. e o chamei para ir embora. ele vestiu-se a contragosto e saímos.

paramos no Fran’s Café que ficava a três esquinas dali e fechamos a noite com chave de ouro enquanto ele não parava de rir pelo fato de eu não ter gozado e receber como prêmio de consolação uma bijouteria horrorosa da uma meretriz.

com certeza será um reencontro que renderá risadas por muitos e muitos anos. nossa parceria está refeita e muitas histórias e mulheres estão por vir.

sob medida

alfaiataria sob medida

alfaiataria sob medida

um homem chega na alfaiataria e pergunta quanto custa para fazer um terno.

– mil e quinhentos reais! – responde o alfaiate.
– isso é um roubo!

e o alfaiate tenta justificar:

– mas… são sete dias de trabalho!
– espera aí, em sete dias, Deus fez o mundo! – responde o homem.
– mas não foi sob medida!

dizem que as roupas falam uma língua internacional e eu tenho que admitir, sou obcecado por moda. leio muitos blogs e revistas da área, assisto a desfiles e anoto looks que podem ter bom caimento em mim. procuro estar sempre bem vestido, seja para visitar um cliente, amigos, mulheres, ir a livraria, cafeteria, festas, bares e até para ir a padaria da esquina comprar pães. alguns por aqui dizem que sou o moderninho do bairro e sempre respondo, “o importante no homem é o conteúdo mas porque não adicionar um belo look ao repertório?”.

teorias de Quentin Tarantino (Tarantino’s mind)

Quentin Tarantino

Quentin Tarantino

cheguei em casa a pouco, hoje foi um dia especial pra mim. reencontrei um amigo que não via fazia um ano num barzinho (grande merda! encontrou um amigo no boteco e ai?). e ai que estou bêbado mesmo, de porre.

foi uma noite maluca pra variar (legal, parabéns! e o que o Quentin Tarantino tem a ver com isso?). bem, com isso nada, mas vocês já devem ter percebido que não to afim de escrever muito agora (pô! pra quem não quer escrever, dois parágrafos já são muito, mas diz ai e o Quentin? que droga de teorias são essas?). ahh… o Quentin Tarantino, verdade. o cara é fudido né não? (para de enrolar…).

ok, tá certo. vou parar de cozinhar. apenas assista. assista mesmo, mas tudo. deixa de preguiça.

o cupido, as mulheres e o dia dos namorados

cupido

cupido

dizem que o cupido anda a solta no dia dos namorados enquanto as mulheres a caça. o desespero de algumas pra laçar alguém chega a ser cômico. umas fazem mandingas, outras apelam para o Santo Antônio e as mais determinadas se juntam as amigas e vão para bares, baladas, festas e afins.

o dia 12 pra mim foi bem atípico, pois o passei inteiro trabalhando num evento no Maksoud Plaza. um congresso médico com um cliente (hmm… médicas). acredito ter me apaixonado duas vezes nesse dia por mulheres diferentes. não aquelas paixões bobinhas e meigas e sim daquelas que a cabeça de baixo é nosso melhor conselheiro, rs. não sou o tipo do cara que morre de amores, mas me apaixono pelo menos uma vez ao dia.

a primeira foi logo ao entrar no Maksoud, sentei numa das poltronas do lounge e comecei a ler meu livro. pouco depois, entra uma linda mulher (por volta dos trinta anos, estatura mediana, magrinha, porém gostosa, cabelos negros e compridos, branquinha, olhos castanho mel e um belo sorriso) e senta exatamente no sofá a minha frente e começa a ler também. entre um parágrafo e outro rolavam alguns olhares, aquela paquera básica e resolvi me apresentar. fui até ela, me apresentei e sentei ao seu lado. perguntei sobre o livro que ela estava lendo e tivemos uma boa conversa (além de tudo, inteligente). trocamos cartões e ficamos de marcar um encontro num dia desses.

a segunda conheci no fim da tarde, por volta das cinco, quando dei um pulinho na FNAC da Av. Paulista que fica um quarteirão a frente. perambulei um pouco, comprei um livro da Hilda Hilst (entrou para a lista de leituras do mês que vem) e fui ao café que fica no segundo andar. lá, reparei numa pequena fila e vi que teria um show do Simoninha por lá e como só tinha casais nem me animei. sentei numa mesa de canto, pedi um cappuccino (grande) e comecei a folhear minha nova aquisição. olhando o ambiente ao redor, reparei e desde então não tirei os olhos de uma loirinha (por volta dos vinte e pouquinho, baixinha e olhos esverdeados) que digitava compulsivamente no seu notebook. levantei à surdina e cheguei ao lado dela dizendo, “com licença, o café está um pouco cheio e não tem nenhuma mesa livre (realmente não tinha, pois depois que sai de minha mesa logo sentou alguém), você se importa de eu sentar ao seu lado?”. ela com um sorriso fácil me respondeu que não e me ofereceu a cadeira ao seu lado para me sentar. ofereci um café a ela e pedi outro. conversamos um pouco sobre tudo (adoro conhecer pessoas em livrarias) e pouco depois começou o show (pra quem não conhece, a FNAC tem um palco ao lado do café). rolou aquele clima ao som de Simoninha e começamos a nos beijar.

assisti um pouco do pocket show e recebi uma ligação do Harper (amigo) me convidando para ir a um barzinho que adoro na Vila Mariana. dei uma desculpa pra menina, peguei seu telefone e fui encontrá-lo. chegando lá fiquei impressionado, tinha mais mulher solteira em bando do que ar respirável. sentamos-nos na mesa de sempre, pedimos nossa garrafa do clube do whisky, acendi um cigarro e começou o bombardeio. recebemos onze bilhetinhos ao todo, seis dele e cinco meus, além de algumas abordagens do tipo, “minha amiga ali quer te conhecer” (odeio esse tipo de abordagem, se quer me conhecer que estufe o peito e venha pessoalmente, eu gosto de atitude). tinha algumas mulheres interessantes por lá, mas não tava a fim de esticar com ninguém. minha agenda de telefones já está bem nutrida. Harper por sua vez, fazendo as honras da casa, distribuiu cartões (não sou tão cara de pau assim para distribuir meus cartões com muitas pretendentes ao redor) e saiu de lá com uma morenaça estonteante.

cheguei em casa relativamente cedo, tomei uma ducha e dormi rapidamente (excesso de whisky é sonífero, rs).

eu já…

esse é o primeiro meme de meu blog, fui convidado (convocado) pela Urban do Eroti-cidades. o jogo consiste em listar coisas nada exemplares que já fiz na vida. vamos ao top 5.

5- eu já… trepei com duas mulheres na mesma noite (juntas na mesma cama e separadas).
4- eu já… trai a oficial com a suplente (e a suplente com uma terceira).
3- eu já… transei por pura dó (e não me arrependi).
2- eu já… aceitei dinheiro (de uma coroa gostosa) em troca de sexo.

e o meu grande feito nada exemplar…

1- eu já… amei de verdade (e fui correspondido).


autor

R. é audacioso, provocativo e comunicativo. ávido leitor, ele é freqüentador assíduo de livrarias e também um apaixonado pelo cenário underground e cultural de São Paulo. sua paixão por livros rivaliza-se apenas a sua pelas mulheres. leia mais sobre mim.

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