Arquivo para maio \28\UTC 2008

de malas prontas

estou saindo de casa neste exato momento cheio de malas a caminho da rodoviária. irei visitar alguns clientes no interior de São Paulo. hotéis baratos, bares e pessoas desconhecidas, hmmm, conheço bem essa combinação… até sábado!

update! – viagem adiada para depois do almoço. (ainda bem porque aparecer no escritório do cliente com cara de quem não dormiu é foda, falando nisso, que vontade de tirar um cochilo…)

tudo azul; todo mundo nu

passei esta madrugada inteira trabalhando, um design alí, uma resenha aqui, leio um e outro blog (B., Urban e K. parem de me viciar OMFG!), finalizo uma proposta. até ai normal, tudo dentro do script. a alvorada voraz dá seus primeiros sinais em minha varanda e percebo que já passa das seis, estou morto. com meio litro de café na corrente sanguínea ainda tenho muito trabalho pela frente, meu mal humor atinge seu ápice.

com medo de ter um treco por stress, decido me deitar um pouco pra relaxar. aplumo o travesseiro, ajeito minha coberta, deito, fecho os olhos, (hmmm) que quentinho, que soninho… TRIIIMMMMMMMMM!! TRIIIMMMMMMMMMMM!!!! puta quem pariu, *%¨!@¨*%@!!! quem é o corno (nada contra) que me liga às seis da madrugada?

– sim? (quem morreu?)
– monsieur R.? (tá explicado é o maldito do fuso horário, maldita frança com seus malditos queijos fedorentos e malditas safras de vinhos nacionais baratos, porque não acordo em paris, por que, por que? maldição.)
– bonjour monsieur J., comment allez-vous? (safado)
– je vais bien, merci. et tu? (sempre feliz né, sorte a sua que você não atrasou meu último pagamento)
– très bien! (e com muito sono não percebe, dá pra ligar mais tarde não?)
– nouveautés? (porque dou corda ainda?)
– oui, nous entrons dans le bleu! (opa! foi-se o sono…)
– félicitations monsieur J., gran nouvelles! (sempre soube que você é era meu melhor cliente)

chega de de papo em francês né. infelizmente o restante de nossa conversa revela quem sou e onde ganho meu pão (sem o mistério não tem graça escrever aqui). mas pra não deixá-los completamente na mão, resumirei a obra. depois de três meses de pouco sono, muito trabalho e níveis de stress alarmantes, finalmente vou ganhar alguns trocados em euro, minha conexão por lá começou a dar frutos, além de receber de presente uma bela garrafa de Château Smith Haut Lafitte (hmmm, esquece a parte do vinho nacional barato e queijo bom não fede, tem o aroma forte).

pra variar, vou comemorar (mereço pelo menos um mcdonald’s vai… alguém me acompanha?). agora pergunto, pra que dormir?

Cajamanga – Tudo Azul

segunda-feira rima com trabalho?

pelo sim e pelo não já estou a todo o vapor. ok, nem tanto. acordei a vinte minutos novamente com o telefone, um cliente quer que eu vá ao seu escritório para discutirmos seu novo projeto. me arrastando para perto do meu notebook, abro meu e-mail e de cara tenho duas mensagens novas. são dois clientes, o primeiro foi uma indicação e quer me conhecer, marquei pra amanhã; o segundo quer fechar um contrato, marquei para quarta mas terei de viajar pois ela não reside em são paulo. segunda-feira pode não rimar com trabalho mas freelancer definitivamente rima com hotel barato.

p-day e ménage à trois

minha noite começou como a maioria das outras quando vou a uma festa, som alto, banho demorado e vasta seleção de looks. ao som da diva Nina Simone, optei por um look casual. black jeans, camisa branca, all star branco (tá nem tanto), blusa listrada semi aberta e minha gravata predileta (uma skinny preta). após quarenta minutos e duas baforadas do meu melhor perfume, T. meu amigo e carona chega. devido ao feriado pegamos pouco trânsito e em poucos minutos já estávamos no local da festa nos jardins.

eram vinte e cinco prás uma e já estávamos no saguão conversando com o recepcionista do prédio, perguntamos quantas pessoas já haviam chegado (quarenta e duas até o momento) e demos nossos nomes, para serem ticados na lista. T. e eu ficamos discutindo no elevador como seria a festa. eu já sabia que seria uma noite complicada, pois vi na lista o nome de duas ex-ficantes e um casinho cheio de indas e vindas que sempre tive. estas festas são conhecidas pelos seus excessos e o anfitrião sempre frisa que ao pisar na cobertura não existe mais o mundo lá fora.

como o prédio é daqueles com um apartamento por andar, o elevador dá direto no hall de entrada. ao abrir as portas, recebemos o cartão de visita da festa. duas garotas se pegando no canto entre a janela e a fonte. sem nos fazer notar, rumamos para a sala. T. e eu mal sabíamos que a noite estava apenas começando.

na sala (principal local da festa), que fora adaptada com uma pista de dança e bar tivemos a noção real de como seria a noite. o ambiente era de pouca luz com alguns equipamentos de iluminação específicos para festas. no canto direito se localizava a mesa do dj e o telão que rodava em loop alguns filmes e clipes sensuais, ao centro ficava a pista que pulsava ao som de Justin Timberlake, Amy Winehouse, Rihanna, Yeah Yeah Yeahs, LCD Soundsystem e outras bandas na mesma linha. no canto oposto, o bar, que estava abarrotado de bebidas e dois bartenders o comandavam fazendo dos mais variados drinks e malabares. a esquerda da entrada se concentravam os sofás e pufes e ao lado a cozinha com o buffet. como sempre, a roda de drogas ficava ali nos sofás. de cara vi gente cheirando cocaína, e fumando maconha. na pista mais tarde encontrei ecstasy.

T. me disse que iria ao bar tomar um drink e procurar sua garota (só o reencontrei por volta das cinco em um dos quartos com outra garota), no centro da roda estava o anfitrião da festa, A. (merece uma nota a parte num outro dia de como o conheci). A. é o típico rico que sempre teve tudo menos limite, mas no fundo é muito amigo e tem um bom coração. ao me ver prontamente convidou-me para sentar ao seu lado, entre muitas conversas e risadas fumamos um pouco de maconha. sempre tive medo de cheirar uma carreira de cocaína, não por medo de que possa me fazer mal e sim por medo de gostar e não largar mais. do ecstasy nunca fui com a cara, principalmente por causa dos seus efeitos prolongados. não faço aqui uma apologia a favor do consumo de drogas, nunca ofereci nada a ninguém. sempre respeitei a opinião de qualquer pessoa e todas as suas diferenças. fumo apenas porque gosto, assim como outros gostam de cigarros e bebidas.

levantei-me e a caminho do bar tive minha primeira prova de fogo da noite, encontrei minhas duas ex-ficantes juntas C. e L., elas tornaram-se muito amigas depois de rompermos (fiquei com as duas no mesmo período). resultado, fui esnobado. no bar pedi minha dose habitual de whisky (um johnny walker blue label, reservado apenas para os mais chegados do A.) e fiquei ancorado ao bar onde tinha uma visão privilegiada da pista. enquanto observava o movimento na pista (que já estava cheia com cerca de sessenta pessoas sendo no mínimo quarenta mulheres) e procurava por algo interessante, sentou-se no banquinho ao meu lado o S., um japonês muito louco com quem tive o prazer de dividir por um tempo meu antigo escritório). ele já estava travado (mania de chegar cedo), mas mesmo assim demos boas risadas lembrando dos nossos causos e apertos em dias antigos no escritório.

meia hora e outra dose depois, avistei uma garota que é o meu número. branquinha, olhos azuis, cabelo preto longo e liso, baixinha e magrinha, com uma bunda grande e seios medianos, daqueles que encaixam perfeitamente na mão. Ela vestia um vestidinho preto colado que acentuava ainda mais todas suas curvas. como nunca a tinha visto antes e já estava instigado, fui perguntar a J. (uma garota que sabe de tudo e sobre todos) quem era a garota misteriosa.

seu nome era B. e era sua primeira vez nas festas do A.. como as duas eram amigas, fiz uma pequena ficha sobre a pequena B. e fui me apresentar a ela. algum tempo e muita boa conversa depois fomos a um canto da sala perto das escadas que dão acesso ao segundo andar e lá rolou nosso primeiro beijo e amassos. enquanto isto, reparei que minhas duas ex- não tiravam os olhos de nós dois e me diverti mais ainda com essa situação.

não sei o por que (me digam vocês mulheres), mas este jogo sempre funciona. pedi para B. me aguardar um instante e peguei a chave da suite do flat com o A., na volta fui interrompido duas vezes (cada vez por cada ex-) e a mudança nas duas era notável. a primeira (L.) perguntou se eu estava bem, o que andava fazendo e se ela poderia me ligar um dias desses pra combinarmos alguma coisa. a segunda (C.) seguiu basicamente o mesmo roteiro, mas por ser bem resolvida foi direta e perguntou se o meu rolo com esta nova garota iria durar mais do que estes breves amassos e sugeriu que eu a encontrasse no fundo da cozinha em dez minutos. categoricamente disse sim a primeira e pedi a segunda para aguardar meu sinal perto dali. fui ao encontro da pequena B. rumo a suíte de A.

fechando a porta da suíte a pequena B. tratou de mostrar logo todo seu poder de fogo me agarrando e me enchendo de beijos. como estava cheio de boas idéias e más intenções, pedi um pouco de calma a pequena B. e a sentei na cama. Abrindo a primeira gaveta da cômoda, peguei uma pequena venda. cheguei na pequena B. e cobri seus olhos (adoro sentir a respiração acelerada das mulheres quando vendadas por sempre existir aquela expectativa e insegurança do que virá a seguir). deitei-a na cama e sussurrei ao pé do seu ouvido que já voltava e que iria buscar uma garrafa de vinho e duas taças para ficarmos mais a vontade.

com o vinho e as taças em mão, retornei a suíte com algo que a pequena B. não esperava, a C. de tira a colo. ao ver a pequena B. deitada, C. se excitou na hora com o ménage à trois articulado por mim e como não era nosso primeiro juntos, tínhamos uma boa sintonia. a pequena B. ao notar a presença de C. ficou um pouco chocada mas entre uma taça e outra de vinho e um pouco de conversa, ela confessou que sempre sonhou com uma transa a três. mais relaxada, cedeu aos seus prazeres.

dizem que o ménage à trois é a fantasia predileta de nove dentre dez homens, de fato é. mas não se enganem os puritanos pois a curiosidade feminina é tão grande quanto a nossa.

alguns dos meus amigos acham que por serem o único homem na cama, naturalmente são o centro das atenções e os merecedores de todo o prazer. não compartilho nem um pouco com esta idéia, o maior erro deles está justamente ai. o ménage à trois é sobre o prazer dos três, do desejo compartilhado e da auto-descoberta, sem isto sempre fica a impressão de faltar algo. claro que sempre me divirto e muito, pois só participo quando existe todos os ingredientes citados. neste quesito não sou egocêntrico a tal ponto, me delicio com muitas garotas se descobrindo na cama e quase sempre (principalmente quando é a primeira vez de uma ou de ambas), me dedico ao prazer das duas antes do meu próprio. ao contrário das drogas, recomendo uma boa dose de ménage à trois a todos. a cada experiência tenho uma nova surpresa pois a história de um ménage sempre é diferente de outro.

pessoas livres de tabus e sexualmente resolvidas são mais felizes pois encaram a vida de uma maneira mais leve. procuramos apenas nossa felicidade e claro que temos problemas, todos tem, mas os levamos no mínimo com mais bom humor (ok, o momento paul rabbit de auto-ajuda para por aqui).

ménage é muito bom (pra quem já experimentou me deixem suas notas sobre suas experiências), mas já me desvirtuei demais da história inicial e voltarei a falar da outra festa, a que acontece fora do quarto. me despedi da pequena B. e C. e fui rumo a a varanda me refrescar. no caminho, numa porta entreaberta encontrei T. com outra garota como citei anteriormente, ao me ver convidou-me para outra pequena festinha, desta vez um ménage à trois mfm, mas recusei (estava esgotado) e disse para ele me encontrar no andar de baixo mais tarde para irmos embora.

fumei um filtro e fiquei um tempo fitando o céu, coisa que não fazia a muito tempo. desci e passei pelo bar, pedi mais uma dose de whisky e fui ao encontro do A. para fumarmos um pouco mais e colocarmos o resto da conversa em ordem (com a pista semi vazia e os quartos completamente cheios era o momento ideal para conversar e relaxar). relatei minha pequena festinha a ele e ele contou a dele pra mim (desculpe mulheres mas vocês falam tanto ou mais de suas experiências sexuais com suas amigas, conosco não seria diferente).

uma dose mais tarde, T. finalmente dá o ar da graça para irmos embora. nos despedimos de nossos amigos e T. ofereceu uma carona a sua garota e sua amiga por morarem no mesmo sentido. como estava com um pouco de sono e um tanto anti-social, fingi tirar uma soneca enquanto T. dirigia e se encarregava de conversar com as duas garotas. por fim decidiram que todos iriam dormir na casa dele porque estava tarde e todos muito cansados.

em menos de dez minutos já estávamos na garagem do prédio do T. ao chegar em seu apartamento, ele logo foi para o quarto com sua garota dormir enquanto eu fiquei no sofá da sala assistindo televisão com a amiga dela. conversamos muito pouco e trocamos algumas carícias e beijinhos, nada demais. prefiro ficar sem transar do que transar cansado ou sem vontade. nenhuma fofoca corre mais solta do que sobre sexo, prefiro ficar sem a ser mal cotado no meu círculo de amizades. não sei ao certo quando dormi mas sei que foi rápido, também não lembro o que estava passando na tv.

ao acordar, constatei que as meninas já tinham ido embora e como estava com uma baita dor de cabeça tomei uma longa ducha e tratei de amansar o leão que vive dentro de mim com um belo big mac (nota anterior).

p.s.: peço desculpas pelo tamanho exagerado do texto, só reparei nisto depois de escrevê-lo.
p.s.s.: sobre a nota acima, tamanho é documento.

big mac

estou no mcdonald’s da av. paulista, o primeiro que encontrei na minha frente. escrevendo através daqueles computadores que se usam com a notinha. devorei um big mac, fritas grandes regado a muita coca-cola zero, minha combinação tóxica favorita. acordei a pouco e estou com uma baita dor de cabeça, minha noite foi longa e maluca. mais tarde quando estiver em casa com meu notebook a tira-colo, banho tomado e cabeça em ordem tentarei descrevê-la em toda sua intensidade.

sexo ditigal

hoje a tarde o papo esquentou com uma amiga, mas infelizmente via chat. não tenho muito talento pra sexo virtual, como também pra sexo via telefone. minha habilidade se restringe ao natural, pele com pele. irei ler alguns contos eróticos, buscar alguma inspiração, tardes sozinho são um tédio, vou procurar uma boa companhia nesta dia insano, estou cheio de idéias pra esta noite.

h-day

ou simplesmente hair day, dia de cortar o cabelo, afinal, tenho que estar nos trinques para a festa de mais tarde.


autor

R. é audacioso, provocativo e comunicativo. ávido leitor, ele é freqüentador assíduo de livrarias e também um apaixonado pelo cenário underground e cultural de São Paulo. sua paixão por livros rivaliza-se apenas a sua pelas mulheres. leia mais sobre mim.

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