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	<title>the R. notes &#187; livros</title>
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	<description>audacioso, provocativo e comunicativo. (com notas sobre cinema, cotidiano, dicas, mulheres, estilo, festas, junk food, livros, meme, sexo, trabalho, trilha sonora, viagens)</description>
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		<title>the R. notes &#187; livros</title>
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		<title>tristessa</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 18:32:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>R. » thernotes.wordpress.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[AVALIAÇÃO
o livro é como um fio de pensamento em estado bruto. a primeira vista, o livro parece um rascunho, mas aos poucos fica perceptível todo o sentimento e a linguagem pulsante desse beatnik.
gosto de ler esse tipo de obra, é um romance triste, repleto de ensinamentos budistas e explora muito bem o sofrimento humano e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thernotes.wordpress.com&blog=3770894&post=155&subd=thernotes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_156" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://thernotes.files.wordpress.com/2008/07/tristessa.jpg"><img class="size-full wp-image-156" src="http://thernotes.files.wordpress.com/2008/07/tristessa.jpg?w=480&#038;h=300" alt="Tristessa, de Jack Kerouac" width="480" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">tristessa</p></div>
<p><strong>AVALIAÇÃO</strong></p>
<p>o livro é como um fio de pensamento em estado bruto. a primeira vista, o livro parece um rascunho, mas aos poucos fica perceptível todo o sentimento e a linguagem pulsante desse beatnik.</p>
<p>gosto de ler esse tipo de obra, é um romance triste, repleto de ensinamentos budistas e explora muito bem o sofrimento humano e sua compaixão.</p>
<p>outra coisa que chama muito a atenção nesse livro, é a riqueza de detalhes que Kerouac narra a obra. prato cheio para os detalhistas e para quem quer imaginar a vida do subúrbio mexicano.</p>
<p>ps &#8211; o livro é baratinho, a edição que eu li da L&amp;PM custa R$ 8,00 no <a title="Tristessa, de Jack Kerouac no site da livraria cultura" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5050263&amp;sid=19513422310731557514289318&amp;k5=2E54B901&amp;uid=" target="_blank">site da livraria cultura</a>.<span id="more-155"></span></p>
<p><strong>DETALHES DO ENREDO</strong></p>
<p>Tristessa é uma junkie decaída, viciada em morfina, que vive na cidade do méxico, e por ela se apaixona Jack, o protagonista deste romance, um poeta norte-americano. publicado pela primeira vez em 1960 e baseado em fatos autobiográficos (em 1955 Kerouac apaixonou-se por uma prostituta índia chamada Esperanza), Tristessa é um belo exemplo da prosa poética do autor. o narrador do livro é todo compaixão ao descrever a sórdida vida de Tristessa, sua inocência corrompida e a peregrinação dos dois e de seus amigos (entre eles Allen Ginsberg) pelo submundo da capital mexicana.</p>
<p><em>detalhes do enredo foi retirado em partes da contra-capa do livro.</em></p>
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		<title>o senhor dos anéis</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 01:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>R. » thernotes.wordpress.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[J.R.R. Tolkien]]></category>
		<category><![CDATA[literatura inglesa]]></category>
		<category><![CDATA[o senhor dos anéis]]></category>

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		<description><![CDATA[AVALIAÇÃO
o senhor dos anéis é um épico brilhante, empolgante da primeira a última linha. é o tipo de obra fantástica que reúne filosofia, religião, mitologia e as mais variadas raças (hobbits, elfos, magos, orcs, anões, ents e humanos) numa só estória.
definitivamente é atemporal, o considero um trabalho memorável, mas a grande sacada de Tolkien foi [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thernotes.wordpress.com&blog=3770894&post=61&subd=thernotes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_83" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://thernotes.files.wordpress.com/2008/07/o_senhor_dos_aneis3.jpg"><img class="size-full wp-image-83" src="http://thernotes.files.wordpress.com/2008/07/o_senhor_dos_aneis3.jpg?w=480&#038;h=240" alt="o senhor dos anéis" width="480" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">o senhor dos anéis</p></div>
<p><strong>AVALIAÇÃO</strong></p>
<p><em>o senhor dos anéis</em> é um épico brilhante, empolgante da primeira a última linha. é o tipo de obra fantástica que reúne filosofia, religião, mitologia e as mais variadas raças (hobbits, elfos, magos, orcs, anões, ents e humanos) numa só estória.</p>
<p>definitivamente é atemporal, o considero um trabalho memorável, mas a grande sacada de Tolkien foi dar traços de realidade à estória que se passa numa Europa mitológica de 6000 anos atrás. sua inventividade chega a ser incansável, para se ter uma idéia, <em>o senhor dos anéis</em> conta com 301 nomes de pessoas e animais e, 433 nomes de lugares. também dotado de imensa habilidade lingüística, Tolkien criou idiomas por completo, com destaque para a linguagem élfica.</p>
<p>a única nota negativa fica por conta de seu tamanho. a minha edição, volume único, possui 1.202 páginas. aparentemente robusto, a narrativa nos cativa de tal maneira, que nos vemos desejando encontrar ao seu fim no mínimo o dobro de páginas para ler. para vocês terem uma idéia, o devorei em apenas uma semana.</p>
<p>se você ainda não leu ou se leu e deseja recapitular, transcreverei abaixo os detalhes do enredo, a estrutura da obra e o pano de fundo da história.<span id="more-61"></span></p>
<p><strong>ESTRUTURA DA OBRA E PANO DE FUNDO DA HISTÓRIA</strong></p>
<p>já foi dito que a obra deveria ser lançada em um único volume, mas foi dividido em três como forma de baratear os custos (havia racionamento de papel na Inglaterra do pós-guerra). cada volume é dividido em dois tomos ou &#8220;livros&#8221;.</p>
<ol>
<li>o primeiro volume, <em>a sociedade do anel</em>, publicado em 1954, contém um prólogo, no qual são dadas as características dos Hobbits.</li>
<li>o segundo volume, <em>as duas torres</em>, publicado alguns meses depois de <em>a sociedade do anel</em>, também em 1954, continua a história original com mais personagens.</li>
<li>a saga termina com a publicação em 1955 do terceiro volume, intitulado <em>o retorno do rei</em>, que contém diversos apêndices explicativos sobre a história, as línguas, a cronologia da narrativa e outras informações adicionais sobre a mitologia criada por Tolkien para a sua Terra-Média.</li>
</ol>
<p>o pano de fundo da história é revelado enquanto o livro progride, e elaborado também nos apêndices, no <em>silmarillion</em> e em <em>contos inacabados</em>, os últimos publicados após a morte de Tolkien. começa milhares de anos antes da ação no livro, com a ascensão do epônimo senhor dos anéis, senhor escuro Sauron, possuidor de grandes poderes supernaturais, que governava o temido reino de Mordor. no fim da Primeira Era da Terra Média, Sauron sobreviveu à catastrófica derrota e o exílio de seu mestre, a figura fundamental do mal, Morgoth e durante a Segunda Era Sauron planejou ganhar o domínio sobre a Terra Média. sob aparência de &#8220;Annatar&#8221; ou senhor dos presentes ajudou os elfos ferreiros de Eregion, e fomentou a forja dos anéis mágicos que conferenciaram vários poderes e habilidades aos seus portadores, mas Celebrimbor, líder dos elfos ferreiros (muito talentoso e neto de Fëanor que criara as Silmarils na Primeira Era), os tinha forjado independentemente de Sauron. os mais importantes destes foram os dezenove anéis do poder ou os Grandes Anéis.</p>
<p>então Sauron forjou secretamente um Grande Anel para si próprio, o Um Anel, pois planejava escravizar os portadores dos outros anéis do poder. este plano falhou em parte porque os elfos tomaram ciência dele e esconderam seus anéis, os Três Anéis Élficos, dando-os aos Sábios de seu tempo (Galadriel, Círdan e Gil-Galad). nesses, Sauron jamais tocou. Sauron lançou-se então à guerra, durante a qual capturou dezesseis dos anéis do poder e os distribuiu aos senhores e aos reis dos anões e dos homens. estes anéis foram conhecidos como os sete e os nove respectivamente. os Senhores Anões se provaram demasiado resistentes à escravização, embora seu desejo natural para a riqueza, especialmente ouro, aumentasse; isto trouxe muitos conflitos entre eles e outras raças. dos sete Anéis que tinham sido dados aos Senhores Anões, Sauron recuperou os que não tinham sido destruídos, e dos nove Anéis presenteados aos Homens, Sauron trouxe todos para sua custódia. esses humanos portadores dos Nove lentamente se corromperam e transformaram-se conseqüentemente nos morto-vivos, Nazgûl, os Espectros do Anel, os servos mais temidos de Sauron.</p>
<p>após 1500 anos, o Numenorianos enviaram uma grande força para destruir Sauron, conduzida por seu poderoso monarca Ar-Pharazôn, o Dourado. abandonado por seus servos, Sauron rendeu-se e foi feito prisioneiro de Númenor. entretanto, com perspicácia e força de vontade, começou a aconselhar o rei e envenenou as mentes do Númenorianos contra os Valar. iludiu seu rei, aconselhando-o a invadir as Terras Imortais para conseguir ser imortal como os Valar e os elfos. os Valar, ao saberem da invasão, invocaram Eru Ilúvatar, que causou um deslizamento de terras sobre os Númenorianos, e abriu uma grande abismo no mar, destruindo Númenor e separando as Terras Imortais das Mortais. o corpo físico de Sauron foi destruído, mas seu espírito retornou a Mordor e assumiu um nova e terrível forma. alguns Númenorianos (chamados de Fiéis por não terem deixado de adorar Ilúvatar) também obtiveram sucesso em escapar para a Terra-média. esses eram chamados de Elendili e foram conduzidos por Elendil e seus filhos Isildur e Anárion.</p>
<p>depois de cem anos, Sauron lançou um ataque contra os Númenorianos exilados. Elendil formou a Última Aliança dos Elfos e dos Homens com o Elfo-rei Gil-galad. marcharam de encontro a Mordor, derrotando os exércitos de Sauron na planície de Dagorlad e sitiaram a fortaleza Barad-dûr, onde Anárion morreu. após sete anos sitiado, o próprio Sauron foi forçado a vir para fora e entrar num combate com os líderes. Gil-galad e Elendil foram mortos enquanto lutavam com Sauron e a espada de Elendil, Narsil, quebrou-se. o corpo de Sauron foi subjugado e morto e Isildur cortou o Um Anel de sua mão com que sobrara da espada, Narsil; quando isto aconteceu, o espírito de Sauron fugiu e não reapareceu por muitos séculos. Isildur foi aconselhado a destruir o Um Anel arremessando-o no vulcão da Montanha da Perdição onde foi forjado, mas atraído pela sua beleza, Isildur preferiu conservá-lo para que fosse a herança de seu povo.</p>
<p>começou assim a Terceira Era da Terra-média. dois anos mais tarde Isildur e seus soldados foram atacados em uma emboscada por um bando de Orcs no que foi chamado posteriormente de Desastre dos Campos do Lis. quase todos os homens foram mortos, mas Isildur escapou pondo o Anel, que torna invisível quem o coloca. mas o Um traiu o seu portador, escapando do dedo de Isildur, que foi visto e flechado pelos orcs, e o Anel foi perdido por dois milênios.</p>
<p>foi então encontrado, por acaso, no rio por um ancestral dos hobbits chamado Déagol. seu parente e amigo Sméagol o estrangulou para roubar o Anel. Sméagol fugiu para a Montanhas Sombrias depois de ter sido expulso de casa, e nas raízes das montanhas se transformou numa criatura repulsiva e nojenta chamada Gollum.</p>
<p>em O Hobbit, aproximadamente 60 anos antes dos eventos do Senhor dos Anéis, Tolkien relacionou a história do encontro aparentemente acidental do Anel por um outro hobbit, Bilbo Bolseiro, que o leva para sua casa, o Condado. foi somente durante a criação de <em>o senhor dos anéis</em> que Tolkien relacionou as histórias. nem Bilbo nem o mago Gandalf estavam cientes neste momento que o anel mágico de Bilbo era o Um Anel, forjado pelo senhor do escuro, Sauron.</p>
<p>a saga do Anel conta, no final da Terceira Era, a luta entre os povos livres da Terra-média contra Sauron, que procura pelo Um Anel e tem o intuito de dominar toda a Terra-média, assim como seu mestre, Morgoth, tentara.</p>
<p><strong>DETALHES DO ENREDO</strong></p>
<p><em>A SOCIEDADE DO ANEL (A IRMANDADE DO ANEL)</em></p>
<p>Frodo Bolseiro é um hobbit do Condado, que recebe de seu tio Bilbo um anel de rara beleza. esse anel tem uma longa história: foi roubado de uma criatura chamada Gollum (como relatado no livro O Hobbit), e desde então ele tem sido guardado por Bilbo.</p>
<p>o Mago Gandalf, um velho amigo de Bilbo, percebe o poder que aquele anel possui, não sendo um anel comum, mas sim o Um Anel, artefato mágico forjado por Sauron, o Senhor do Escuro, e que fora perdido numa batalha muito tempo antes. se recuperado, o Um Anel permitiria a Sauron o domínio definitivo sobre toda a Terra-média. o Um Anel, ou Anel do Poder, dera longevidade fora do comum a seu antigo dono, Bilbo, e possuia consciência, uma vontade própria que o conduzia sempre na direção do seu criador e senhor. Gandalf aconselha Frodo a deixar o Condado pois servos de Sauron conhecidos como Nazgûl estão à procura do Um Anel. Gandalf parte em busca de ajuda mas não manda notícias durante vários meses. Frodo decide então deixar o Condado furtivamente, levando consigo seu fiel amigo e jardineiro, Samwise Gamgee, mais conhecido como Sam. os dois companheiros viajam a pé rumo a Bri, uma vila habitada por Homens, perto da fronteira do Condado.</p>
<p>no caminho, juntam-se a eles dois outros hobbits, Merry e Pippin. os hobbits resolvem pegar um atalho que passa através da Floresta Velha, lar de árvores que se comunicam entre si. dentro da Floresta, os hobbits são salvos de uma árvore violenta por um estranho ser que adora cantar: o enigmático Tom Bombadil, um dos maiores mistérios de Tolkien.</p>
<p>passando por outros perigos, os hobbits chegam a Bri, e lá aceitam a ajuda de um Guardião chamado Passolargo, amigo de Gandalf, que os guia até Valfenda, um reino ainda habitado por elfos, seres imortais, detentores de grande poder, beleza e sabedoria. mas o caminho ainda é perigoso: o grupo é emboscado no Topo do Vento e Frodo acaba apunhalado por um Nazgûl, Espectro do Anel. Passolargo consegue repelir a ofensiva do Inimigo e foge com Frodo, que está gravemente ferido, e os outros hobbits. quando estão sendo alcançados novamente pelos Espectros do Anel, o elfo Glorfindel os encontra e os conduz em segurança até Valfenda. os Nazgûl tentam detê-los mas são varridos pela inundação súbita do rio Baraduin.</p>
<p>já curado, Frodo descobre as maravilhas de Valfenda e lá é realizado um conselho liderado por Elrond, o meio-elfo mestre de Valfenda e pai de Arwen, a amada de Passolargo, cujo verdadeiro nome é Aragorn, que se revela descendente de Isildur e herdeiro do Trono de Gondor.</p>
<p>no Conselho de Elrond são expostos os problemas relacionados ao Um Anel. Boromir, filho do regente de Gondor, sugere usar o Anel do Poder contra Sauron. Elrond e Gandalf rejeitam a idéia imediatamente e explicam os vários motivos pelos quais não podem usá-lo contra o &#8220;Senhor dos Anéis&#8221;: Sauron é o único e verdadeiro mestre do Anel, pois o forjou, sendo portanto totalmente maligno, além disso, seu poder é grande demais para ser controlado por mortais comuns e mesmo os poderosos entre os povos livres da Terra-Média, como os imortais elfos (Elrond) e os magos (Gandalf), temem inclusive tocá-lo. o poder quase absoluto do anel corrompe o caráter e deforma a personalidade daquele que se atreve a empunhá-lo, ainda que movido por boas intenções. quem quer que tente derrotar Sauron utilizando magia, acabará se tornando o próximo Senhor do Escuro.</p>
<p>dada a impossibilidade de utilizar o Um Anel como arma de guerra, é imposta a tarefa de levá-lo até a Montanha da Perdição, um vulcão localizado no centro de Mordor, a Terra Negra do Inimigo, onde o anel fora forjado e também o único lugar onde poderia ser destruído.</p>
<p>para essa missão, de sucesso improvável, é formada a Sociedade do Anel, composta por nove companheiros: quatro hobbits (Frodo, Sam, Merry e Pippin), dois humanos (Aragorn e Boromir), um elfo (Legolas), um anão (Gimli) e um mago (Gandalf). Frodo seria o Portador do Anel, aquele que deveria lançar o Anel nos fogos de Orodruin.</p>
<p>a Sociedade do Anel parte em direção ao sul. cientes que essa rota está sendo vigiada pelo Inimigo, o grupo faz um desvio para Leste através das Montanhas Nebulosas, mas são obrigados a voltar por causa da neve e do frio. um caminho alternativo os leva até a temida Moria, reino subterrâneo dos anões, onde Gandalf é morto lutando com um Balrog, um demônio do mundo antigo. os outros companheiros escapam e chegam em segurança a Lothlórien, reino da rainha élfica Galadriel, temida por seu poder mas dotada de rara beleza e sabedoria. nesse reino encantado, onde o tempo parece não passar, os viajantes recebem auxílio e conselhos. após algumas semanas de descanso, a Sociedade do Anel, agora liderada por Aragorn, parte de Lothlorien em direção ao sul, navegando o grande rio Anduin em canoas construídas pelos elfos da Floresta Dourada. quando param para descansar próximo às cataratas de Rauros, Boromir tem uma discussão com Frodo, e tenta roubar-lhe o Anel do Poder. Frodo foge e decide ir sozinho para Mordor. quando os outros membros da Sociedade do Anel vão em busca de Frodo, são atacados por Uruk-hai (sub-espécie de Orc, mais alta e forte) enviados por Saruman, um mago renegado que se aliou a Sauron, mas que também ambiciona o Anel do Poder.</p>
<p>na luta que se segue, a Sociedade é rompida: Merry e Pippin são capturados pelos uruk-hai, Boromir morre ao defendê-los, Aragorn, Legolas e Gimli decidem resgatar os hobbits aprisionados, Frodo e Sam partem sozinhos para a Montanha da Perdição.</p>
<p><em>AS DUAS TORRES</em></p>
<p>Aragorn, Legolas e Gimli seguem os rastros dos hobbits capturados e o caminho os conduz até a Floresta de Fangorn. nela encontram o Mago Branco que inicialmente pensam ser Saruman, o traidor. no entanto, o velho enigmático revela-se Gandalf, que morreu enfrentando o Balrog e retornou da morte para cumprir sua missão na Terra-Média. os quatro seguem então para Rohan, Terra dos Cavalos. sua capital Edoras fica no alto de uma colina, onde os rohirrim ergueram Meduseld, O Palácio Dourado. nele vive o rei Théoden, cuja mente fora envenenada por Saruman através de um agente infiltrado, o conselheiro Gríma Língua-de-cobra. Gandalf expulsa Grima, cura o rei de seus males, e o aconselha a enfrentar a ameaça de Saruman e partir rumo a Isengard, fortaleza de Saruman, com todos os guerreiros disponíveis.</p>
<p>enquanto isso, os hobbits Merry e Pippin conseguem escapar dos uruk-hais, e fogem para o interior da Floresta de Fangorn. lá encontram Barbárvore, um Ent, um gigante em forma de árvore, e cujas origens remontam a tempos muitíssimo mais antigos que a Terceira Era, na qual se passa essa história.</p>
<p>Barbárvore leva Merry e Pippin a sua casa, onde descansam enquanto os Ents são convocados para uma reunião (o &#8220;Entebate&#8221;) no qual se discute, na lentíssima língua dos ents, o que fazer com o Inimigo Saruman. os Ents decidem ir à guerra e partem rumo a Isengard. os Ents invadem a fortaleza de Saruman, massacram os odiados orcs, que haviam derrubado muitas árvores de Fangorn, e apagam as fornalhas de Isengard desviando o curso do Rio Isen. todo o círculo de Orthanc é inundado, ficando Saruman isolado pelas águas em sua Torre de pedra.</p>
<p>de volta a Rohan, o rei Theoden envia velhos, mulheres e crianças para a segurança do Templo da Colina, um refúgio nas montanhas, enquanto os cavaleiros de Rohan partem em direção a Isengard. entretanto, são obrigados a fazer um desvio que os leva até o Abismo de Helm, um estreito desfiladeiro onde os rohirrim construíram uma fortaleza de pedra (o &#8220;Forte da Trombeta&#8221;). nela, as tropas de Rohan buscam refúgio mas acabam sitiadas pelos Uruk-hai de Saruman. após horas de batalha sangrenta, os orcs são derrotados com a ajuda de outras tropas de Rohirrim, trazidas por Gandalf. os Orcs remanescentes fogem mas são massacrados pelos Huorns, Ents mais arvorescos, que buscam vingança pela destruição da Floresta de Fangorn.</p>
<p>finda a Batalha do Abismo de Helm, o rei Theoden, Gandalf, Aragorn, Legolas e Gimli, cavalgam até Isengard. ao chegarem lá, encontram Merry e Pippin sãos e salvos, e se surpreendem com os hobbits se fartando com as provisões de comida, vinho e fumo da fortaleza do Inimigo. numa última e desesperada tentativa, Saruman procura seduzir o grupo com sua voz persuasiva, quase hipnótica, mas Gandalf anula o feitiço e ainda o expulsa da ordem dos Istari, quebrando seu cajado. nesse momento, Gríma língua-de-cobra atira da Torre de Orthanc um Palantír, pedra vidente que é capaz de comunicar-se com outras semelhantes. Gandalf a recolhe para posterior averiguação.</p>
<p>à noite no acampamento, Pippin, em sua incontrolável curiosidade, agarra o Palantír e olha em seu interior, e numa visão, vê o próprio Sauron, mas por sorte não revela nada dos planos dos povos livres, e ainda vê uma parte dos planos do Senhor dos Anéis: seu primeiro ataque será contra a capital do Reino de Gondor, a cidade de Minas Tirith.</p>
<p>Gandalf parte então com Pippin para Minas Tirith a fim de alertar Gondor da guerra iminente, encerrando assim a primeira parte de <em>as duas torres</em>.</p>
<p>a segunda parte do livro, que fala sobre Frodo e Sam, inicia-se com a captura de Gollum. em troca de sua liberdade, ele promete levar os dois até Mordor, onde fica a Montanha da Perdição. assim é feito.</p>
<p>mas Gollum não é totalmente fiel, nem totalmente sincero. apenas Sam é capaz de perceber suas verdadeiras intenções. Gollum é uma criatura velha e &#8220;pegajosa&#8221; que já foi um hobbit, mas que foi possuído pelo poder do Um Anel, e jamais conseguiu libertar-se dessa atração: um lado de sua personalidade dividida quer levar os hobbits até Mordor em segurança, mas a outra pretende matá-los e apossar-se do Anel que lhe foi roubado.</p>
<p>atravessando vários lugares, os hobbits são guiados até o Portão Negro de Mordor, mas este está fechado, e os hobbits, conduzidos por Gollum, seguem outro caminho.</p>
<p>ao pararem para descansar e comer, Frodo e Sam testemunham uma batalha entre Homens de Gondor e os Haradrim, aliados de Sauron. Gollum desaparece e os hobbits são capturados por uma patrulha chefiada por Faramir, irmão de Boromir. Frodo e Sam são levados até um esconderijo situado atrás de uma cachoeira onde Sam inadvertidamente revela o objetivo da missão (a destruição do anel do poder).</p>
<p>Frodo repreende Sam e teme que Faramir seja como seu falecido irmão e queira tomar o anel para si. entretanto, para sua surpresa, Faramir revela grande força de caráter e nobreza de coração, e os liberta para que possam cumprir sua tarefa.</p>
<p>os hobbits reiniciam sua jornada para Mordor, com Gollum como seu guia, e decidem atravessar as montanhas através de Cirith Ungol, local de má fama, considerado maldito e perigoso. este caminho os leva até uma escada talhada em um paredão de rocha, que termina num túnel. o plano de Gollum, que se rendeu ao mal, é guiá-los através desse túnel e lá dentro entregá-los a Laracna, uma aranha gigantesca, descendente da terrível Ungoliant. o esquema de Gollum funciona em parte: Frodo é picado por Laracna, mas Sam luta desesperadamente contra o terrível aracnídeo e acaba derrotando-o com um golpe de espada num ponto fraco de sua couraça.</p>
<p>convicto da morte de Frodo, Sam decide assumir o fardo do anel e completar a missão de seu mestre. nesse ínterim, uma patrulha de orcs se aproxima, e Sam volta para evitar que o cadáver de Frodo vire carniça de orcs. Sam ouve a conversa dos servos de Sauron e tem um choque ao saber que Frodo na verdade não estava morto, apenas inconsciente (Laracna preferia comer seu lanche vivo!). <em>as duas torres</em> termina com os orcs levando o adormecido Frodo para a Torre de Cirith Ungol e com o Hobbit Samwise Gamgee em desespero, que tem de escolher entre continuar a missão do Anel ou tentar salvar Frodo das garras dos orcs.</p>
<p><em>O RETORNO DO REI (O REGRESSO DO REI)</em></p>
<p>Gandalf e Pippin entram na cidade de Minas Tirith, onde se encontram com Denethor, regente do reino de Gondor. Gandalf o avisa da guerra próxima, e o regente pede a ajuda de Rohan, mas revela seu rancor por Aragorn, que, sendo descendente direto do último rei, é o herdeiro legítimo do trono de Gondor. Merry, entretanto, permanece com os rohirrim, para servir ao rei Théoden, que reune todos os guerreiros aptos de seu reino e parte para a guerra em Minas Tirith. junto com ele vão Aragorn, Legolas e Gimli.</p>
<p>enquanto isso, Sam penetra na torre de Cirith Ungol, e resgata Frodo, que era mantido prisioneiro. com muita sorte, ambos escapam dos muitos orcs, e adentram Mordor, uma imensa terra devastada, coberta de pó, cinza e fogo, cujo próprio ar é carregado de fumaça venenosa.</p>
<p>após receberem uma mensagem de Elrond, Aragorn, Legolas e Gimli deixam o exército de Rohan e viajam então para as Sendas dos Mortos. lá Aragorn convoca um exército de almas penadas/mortos-vivos (o livro não deixa muito claro) a cumprirem um antigo juramento de lealdade para com Isildur, o primeiro rei de Gondor e seu ancestral direto. os mortos haviam jurado lutar ao lado de Gondor mas fugiram para as montanhas quando foram chamados à guerra. Isildur então os amaldiçoou a não terem paz, nem na vida nem na morte, até que sua promessa fosse cumprida.</p>
<p>quando a guerra se abate sobre Gondor, o exército dos mortos, liderado por Aragorn, liberta um porto no grande rio Anduin, dominado pelos Haradrim (habitantes do sul da Terra-Média), o que permite o embarque de tropas aliadas que vão em auxílio de Minas Tirith, sitiada pelas Tropas de Sauron. terminada a batalha dos Campos do Pelennor, que ainda não fora a batalha definitiva, os exércitos de Gondor e Rohan, marcham rumo ao Portão Negro de Mordor. o objetivo da arriscada manobra é atrair os exércitos remanescentes do Inimigo e esvaziar a Terra Negra, possibilitando a passagem de Frodo e Sam até a Montanha da Perdição, onde o Anel do Poder poderia ser destruído.</p>
<p>tudo ocorre como previsto: os exércitos de Mordor caem na armadilha. Frodo e Sam conseguem passar, todavia antes de entrarem na Montanha da Perdição, encontram Gollum em seu caminho. os hobbits se separam, Frodo adentra as Fendas da Perdição, uma câmara no vulcão que dá acesso à lava chamejante. quando já está à beira do precipício, surpreendentemente, Frodo é dominado pelo Anel do Poder e o reivindica para si: &#8220;o anel é meu, não vou destruí-lo!&#8221;. nisso, Gollum intervém, ele e Frodo lutam ferozmente, até que Gollum arranca o anel das mãos de Frodo. Gollum escorrega e cai acidentalmente (ou não) na lava ardente, levando consigo o Um Anel, que é destruído, assim como Sauron, cujo espírito estava vinculado ao anel, e seus servos orcs, que dependiam de sua força e comando.</p>
<p>Aragorn então assume o trono de Gondor com o nome élfico Elessar, sendo coroado Rei por Gandalf, e se casa com a meia-elfa Arwen. tem início assim a Quarta Era, a era do Domínio dos Homens. os elfos remanescentes da Terra-Média decidem partir para Aman, morada dos deuses Valar.</p>
<p>os quatro Hobbits então retornam para o Condado, tendo que enfrentar um último inimigo: Saruman que se apossou do Condado. mas o mago acaba morto pelas mãos de Grima Língua-de-cobra, e a paz volta à terra dos hobbits.</p>
<p>o livro termina com a partida para as Terras Imortais (Aman) de Gandalf, Galadriel, Elrond assim como dos hobbits Frodo e seu tio Bilbo, que, embora mortais, conquistam o direito de viver o resto de seus dias junto aos Elfos e aos Valar, como reconhecimento de sua lealdade e sacrifício durante a Guerra contra Sauron e por terem sido portadores do Um Anel.</p>
<p><em>estrutura da obra e pano de fundo da história e detalhes do enredo foram retirados da </em><a title="Wikipédia (O Senhor dos Anéis)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Senhor_dos_Anéis" target="_blank"><em>Wikipédia</em></a><em>.</em></p>
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		<title>memória de minhas putas tristes</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 15:48:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>R. » thernotes.wordpress.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel García Márquez]]></category>
		<category><![CDATA[Memória de minhas putas tristes]]></category>
		<category><![CDATA[romance colombiano]]></category>

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		<description><![CDATA[AVALIAÇÃO
com este livro, Gabriel García Márquez pôs fim a um período de dez anos longe dos romances, o último fora do amor e outros demônios. de tão bom, o livro já era best-seller por aqui antes mesmo de ser traduzido para o português. Henry James considera o livro um nouvelle: longo demais para ser um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thernotes.wordpress.com&blog=3770894&post=63&subd=thernotes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_90" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://thernotes.files.wordpress.com/2008/07/memoria_de_minhas_putas_tristes1.jpg"><img class="size-full wp-image-90" src="http://thernotes.files.wordpress.com/2008/07/memoria_de_minhas_putas_tristes1.jpg?w=480&#038;h=240" alt="memória de minhas putas tristes" width="480" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">memória de minhas putas tristes</p></div>
<p><strong>AVALIAÇÃO</strong></p>
<p>com este livro, Gabriel García Márquez pôs fim a um período de dez anos longe dos romances, o último fora <em>do amor e outros demônios</em>. de tão bom, o livro já era best-seller por aqui antes mesmo de ser traduzido para o português. Henry James considera o livro um nouvelle: longo demais para ser um conto e curto demais para ser um romance, possui apenas 127 páginas.</p>
<p>a obra trata a relação entre uma adolescente e um homem muito mais velho, o que não é nenhuma novidade, pois histórias como esta são uma tradição da qual fazem parte Vladimir Nabokov de <em>Lolita</em>, Thomas Mann de <em>morte em veneza</em> e Yasunari Kawabata de <em>a casa das belas adormecidas</em>. o último, laureado com o Nobel de 1968, foi a inspiração mais direta para García Márquez.</p>
<p>os três tratam do mesmo assunto, mas de maneiras diferentes. Nabokov deu a Lolita poder psicológico sobre Humbert, Mann tratou do amor homossexual e García Márquez deu a seu protagonista, uma forma de celebrar a vida em alguns de seus detalhes mais delicados.</p>
<p>é um livro conciso, com notas de humor e toques poéticos. recomendo a todos sua leitura.<span id="more-63"></span></p>
<p><strong>DETALHES DO ENREDO</strong></p>
<p>é apenas na aparência que esta inesperada e surpreendente história de amor entre um ancião e uma ninfeta. um leitor mais atento vai encontrar aqui as principais referências e motivações desse hino de louvor à vida e, por extensão, ao amor, já que um não existe sem o outro no imaginário do Prêmio Nobel de Literatura de 1982. apesar de parecer estranho, uma dessas chaves está no conto de fadas <em>a bela adormecida</em>, que, não por acaso, é citado em um momento crucial dessa narrativa ambientada em uma cidade colombiana imaginária, numa época que de tão remota parece imemorial.</p>
<p>a semelhança com a famosa fábula do escritor francês Charles Perrault fica mais explícita na adolescente, que aqui surge dormindo, como se estivesse à espera do seu príncipe encantado. mas ela também está presente no velho jornalista, narrador dessas memórias, que vai viver cerca de cem anos de solidão embotado e embrutecido, escrevendo crônicas e resenhas maçantes para um jornal provinciano, dando aulas de gramática para alunos tão sem horizontes quanto ele, e, acima de tudo, perambulando de bordel em bordel, dormindo com mulheres descartáveis.</p>
<p>só quando acorda ao lado da ainda pura ninfeta Delgadina é que este personagem vai ganhar a humanidade que lhe faltou enquanto fugia do amor como se tivesse atrás de si um dos generais que se revezaram no poder da mítica Colômbia de Gabriel García Marquéz. o medo do amor é tão superlativo que o anti-herói dessas memórias vai preferir conviver com a mais terrível ameaça para o macho latino: o fantasma da impotência. e enquanto tivesse forças, resistiria ao poder do amor.</p>
<p>parte desse medo se deve aos ridículos a que o amor nos expõe, aqui elevado a última potência em cenas como a que o ancião anda numa bicicleta cantando “com ares do grande Caruso”, ou aquela em que destrói um quarto de bordel. e por mais que lidemos com esse sentimento como se fosse um paletó dois números acima do nosso, apenas ele e tão somente ele, o amor, nos faz humanos, como desde tempos imemoráveis a arte vem tentando provar. seja nos boleros mais sentimentais, que ressoam nas paixões evocadas pelos grandes mestres da ficção, ou em obras-primas como esta.</p>
<p><em>detalhes do enredo foi retirado em partes da orelha do livro.</em></p>
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		<title>livros, livros e mais livros</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 21:16:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>R. » thernotes.wordpress.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[meu passatempo preferido é ler um livro, se fico um segundo de bobeira, me pego procurando meu companheiro inseparável, sou rato de bibliotecas e livrarias assumido. costumo brincar que se as mulheres possuem um covinha sob o braço de tanto carregar suas bolsas eu possuo uma de tanto carregar meus livros.
minha história com os livros [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=thernotes.wordpress.com&blog=3770894&post=36&subd=thernotes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>meu passatempo preferido é ler um livro, se fico um segundo de bobeira, me pego procurando meu companheiro inseparável, sou rato de bibliotecas e livrarias assumido. costumo brincar que se as mulheres possuem um covinha sob o braço de tanto carregar suas bolsas eu possuo uma de tanto carregar meus livros.</p>
<p>minha história com os livros é de longa data. quando tinha dez anos, meu pai começou a trabalhar em uma distribuidora de livros. quase todos os dias quando saia da escola, eu ia visitá-lo, na verdade ia visitar ele e aqueles milhares de livros que ficavam empilhados nas infindáveis prateleiras de lá. ficava cinco, seis horas lendo sem parar, não comia nem bebia nada, o livro me alimentava por completo.</p>
<p>lá conheci alguns dos meus melhores amigos de infância &#8211; Erico Verissimo, Clarice Lispector, Hilda Hilst, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Nelson Rodrigues, Euclides da Cunha, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Mário de Andrade, Jorge Amado, Mario Quintana, Oswald de Andrade, Millôr Fernandes, Manuel Bandeira, Luis Fernando Verissimo e muitos outros (só para citar os nacionais) &#8211; e nunca mais dei bola pra minha gorduchinha (televisão)…</p>
<p>hoje meu pai não trabalha mais lá, mas não fiquei órfão, pois, ele abriu sua própria livraria. meu irmão seguiu no ramo e hoje é editor em uma editora, eu fui livreiro por quase cinco anos, minha mãe por dois, minha tia uns quinze, já deu pra entender né?</p>
<p>os livros (como vocês já devem ter notado) ocupam um espaço enorme em minha vida e, a partir de agora, dividirei com vocês, o que ando lendo, relendo e descobrindo desde que iniciei estas minhas notas. a idéia, é fazer uma roda de debates, um pequeno clube do livro, na verdade, uma desculpa esfarrapada para reunir bons amigos.</p>
<p>hoje a noite começo a ler <strong>Memória de minhas putas tristes de Gabriel García Márques</strong>, como é um livro relativamente fino, espero terminá-lo em três ou quatro madrugadas. até breve!</p>
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