meu passatempo preferido é ler um livro, se fico um segundo de bobeira, me pego procurando meu companheiro inseparável, sou rato de bibliotecas e livrarias assumido. costumo brincar que se as mulheres possuem um covinha sob o braço de tanto carregar suas bolsas eu possuo uma de tanto carregar meus livros.
minha história com os livros é de longa data. quando tinha dez anos, meu pai começou a trabalhar em uma distribuidora de livros. quase todos os dias quando saia da escola, eu ia visitá-lo, na verdade ia visitar ele e aqueles milhares de livros que ficavam empilhados nas infindáveis prateleiras de lá. ficava cinco, seis horas lendo sem parar, não comia nem bebia nada, o livro me alimentava por completo.
lá conheci alguns dos meus melhores amigos de infância – Erico Verissimo, Clarice Lispector, Hilda Hilst, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Nelson Rodrigues, Euclides da Cunha, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Mário de Andrade, Jorge Amado, Mario Quintana, Oswald de Andrade, Millôr Fernandes, Manuel Bandeira, Luis Fernando Verissimo e muitos outros (só para citar os nacionais) – e nunca mais dei bola pra minha gorduchinha (televisão)…
hoje meu pai não trabalha mais lá, mas não fiquei órfão, pois, ele abriu sua própria livraria. meu irmão seguiu no ramo e hoje é editor em uma editora, eu fui livreiro por quase cinco anos, minha mãe por dois, minha tia uns quinze, já deu pra entender né?
os livros (como vocês já devem ter notado) ocupam um espaço enorme em minha vida e, a partir de agora, dividirei com vocês, o que ando lendo, relendo e descobrindo desde que iniciei estas minhas notas. a idéia, é fazer uma roda de debates, um pequeno clube do livro, na verdade, uma desculpa esfarrapada para reunir bons amigos.
hoje a noite começo a ler Memória de minhas putas tristes de Gabriel García Márques, como é um livro relativamente fino, espero terminá-lo em três ou quatro madrugadas. até breve!
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