embalado pelos ares nostálgicos que circulam pelo meu blog, relatarei outra história de meus anos aborrecentes.
sempre fui atleta na minha adolescência, colecionava medalhas. quando mais novo era nadador, ao entrar no colegial migrei para o futebol. jogava no time do colégio mas não por gostar de esportes e sim pelo status, roupas diferenciadas, marias chuteiras e bolsa integral que era concedida aos atletas. o acordo com meu pai era o seguinte, como havia conquistado a bolsa, o dinheiro da mensalidade era meu. casamento perfeito, dinheiro no bolso e muitas mulheres no pé.
arrisco a dizer que essa foi uma das épocas que mais tive garotas de uma só vez na vida, elas queriam notoriedade por andar com atletas e eu queria era estar entre as suas pernas. ao meu ver, era uma troca justa, ambos tinham o que tanto queriam.
nunca fui um aluno exemplar, criava conflitos um atrás do outro com diversos professores, matava muita aula e pra passar de ano colava nas provas. existia um porém, não lembro de ter faltado a uma aula de história, não pela matéria e sim pela professora, a desejava, fantasiava com aquela professora.
pelos corredores corriam boatos sobre ela, diziam que ela era tarada pelos atletas, muito dos jogadores mais velhos contavam histórias sobre trepadas com ela escondidas pelos cantos do centro de treinamento ou alojamento.
lembro-me de sempre retrucar, “você e a professora V.L.? deixa de contar história mané, você não pega nem mulher direito e vem me dizer que trepou com aquela gostosa, só acredito vendo!”. e não é que vi!
já estávamos em novembro, neste ano chegamos a final do campeonato nacional entre colégios e fomos campeões. foi um grande jogo, guardo grandes lembranças dessa conquista. guardo ainda mais lembranças da festa pós título exclusiva para os jogadores.
o ônibus da delegação chegou ao colégio, a comissão e jogadores rumaram para o alojamento onde seria o local da festa. como minha casa era próxima ao colégio, nunca morei no alojamento, portanto decidi passar em casa para deixar minhas coisas e tomar uma ducha.
ao voltar, a festa já estava pegando fogo. realizei duas fantasias nesta noite. a primeira, participar de uma suruba. a segunda e que me pegou de surpresa, encontrei minha professorinha divertindo-se entre dois jogadores. louco de desejo, fiz questão de participar da festinha e a tive ali mesmo junto com meus dois amigos naquela noite.
na gaveta guardo minha medalha e na memória minha melhor professora. com ela aprendi pouco sobre história mas muito sobre sacanagem.


Como professora, e coincidentemente de História é um erro absoluto esses envolvimentos com alunos, mas posso dizer que as vezes é duro não sucumbir…. Talvez por isso tenha optado pela pesquisa e não pela sala de aula :o)
Interessante o comentário da Tati… risos… Melhor precaver mesmo. Vai que dá vontade?
Sobre a professora… Papa anjo e surubeira… Eita! A moça fez a felicidade dos alunos hein?!
Outro comentário… Santa net que nos permite compartilhar sem comprometer né?! E viva as vidas secretas!!!!!!!!
Hum, eu tinha desejos com um professor de informática… cheguei até a dar uns beijos, nada sério…
Mas essa professorinha de história é safada né…
beijos